. ‘Nos carvalhais de Mamre’; que signifique a qualidade da percepção, é o que se vê pela representação e significação dos ‘carvalhais’, então pela representação e significação de ‘Mamre’. O que em geral representaram e significaram os carvalhais, mostrou-se na Primeira Parte (n. 1442, 1443), e também o que representaram e significaram os ‘carvalhais de Mamre’ em particular (n. 1616), a saber, que são as percepções, mas tais quais são as percepções humanas provenientes dos conhecimentos e dos primeiros racionais que daí resultam. [2] Hoje se está na maior ignorância a respeito da percepção, porque hoje ninguém está na percepção em que estiveram os antigos e, sobretudo, os antiquíssimos. Estes, pela percepção, conheciam se tal coisa era um bem e, daí, se tal coisa era um vero. Havia influxo desde o Senhor, por meio do céu, no racional deles; e por esse influxo, logo que eles dirigiam o seu pensamento sobre uma coisa santa, eles percebiam se era assim ou se não era assim. Uma tal percepção pereceu depois no homem quando ele começou a estar não mais nas ideias celestes, mas somente nas ideias mundanas e corporais; e em vez dessa percepção sucedeu a consciência, que é também uma espécie de percepção, pois agir contra a consciência e de acordo com a consciência não é outra coisa senão perceber por esse modo se tal coisa é ou não é assim, ou se deve ser feita. [3] Contudo, a percepção da consciência não provém do bem que influi, mas provém do vero que, segundo a santidade do culto, foi implantado no racional desde a infância e foi depois confirmado; crê-se então unicamente que é o bem. Daí vem que a consciência é uma espécie de percepção, mas proveniente de um vero tal que, quando a caridade e a inocência nela são insinuadas pelo Senhor, o bem dessa consciência existe. Pelo pouco que acaba de ser dito, é fácil conhecer o que é a percepção; mas entre a percepção e a consciência há uma grande diferença. (Ver o que se disse na Primeira Parte sobre a percepção, n. 104, 125, 371, 483, 495, 503, 521, 536, 597, 607, 784, 865, 895, 1121, 1616; sobre a percepção dos espíritos e dos anjos, n. 202, 203, 1008, 1383, 1384, 1390, 1391, 1394, 1397, 1504; e sobre a ignorância dos eruditos a respeito da Percepção Divina, n. 1387.) [4] Quanto ao que se refere ao Senhor, quando Ele vivia no mundo, todo o seu pensamento provinha da Percepção Divina, porque só Ele foi Homem Divino e Celeste, porque Ele foi o único em que esteve JEHOVAH mesmo, do Qual Lhe vinha a Percepção de que também se falou na Primeira Parte (n. 1616, 1791). As Suas Percepções foram cada vez mais interiores à medida que Ele progredia mais para a união com JEHOVAH. Pelo que se disse sobre os ‘carvalhais de Mamre’ na Primeira Parte (n. 1616), pode-se ver qual foi agora Sua Percepção, e no que vai seguir, se descreve qual ela veio a ser quando Ele percebeu as coisas que estão contidas neste capítulo.