. ‘Apressou-se Abrahão para a tenda até Sarah’; que signifique o bem racional do Senhor conjunto ao Seu vero, isso é evidente pela representação de ‘Abrahão’, e então, de ‘Sarah’, e pela significação da ‘tenda’, de que sem demora se tratou [n. 2145]. Como tudo, em geral e em particular, se refere a coisa de que se trata no sentido interno, do mesmo modo aqui tudo se refere à Percepção Divina a qual chegou o Senhor quando esteve na percepção do humano; mas os que ignoram o que é a percepção não podem também saber o que se passa em relação à Percepção, nem com mais forte razão, que existe uma percepção cada vez mais interior, a saber, uma percepção natural, depois uma percepção racional e, por fim, uma Percepção interna, que é Divina e existiu somente no Senhor. Os que estão na percepção, por exemplo, os anjos, sabem muito bem em que percepção eles estão, se é na natural ou na racional, ou em uma ainda mais interior, que para eles é Divina. Que não deve ter sabido o Senhor, Ele que teve a Percepção procedente do Divino mesmo Supremo e Infinito, Percepção de que se tratou (n. 1616 até o fim, 1791) e na qual anjo algum jamais esteve, porquanto nos anjos a percepção influi desde o Divino Supremo, ou Infinito Divino do Senhor por meio da Sua Essência Humana? [2] Que seja descrita a Percepção do Senhor, é porque, quando Ele estava no Humano, assim se Lhe deu saber o modo como o Divino mesmo, o Humano Divino, e o Santo Procedente se uniram n’Ele, depois saber o modo como o Seu Racional se tornaria Divino, enfim, saber a qualidade do gênero humano que seria salvo por Ele, isto é, pela união n’Ele da Essência Humana com a Essência Divina. É disso que se trata neste capítulo. É por causa disso que a Percepção do Senhor é primeiro descrita, e é também por causa da união mesma que devia se fazer.