. Que ‘Sarah’ seja, aqui, o Senhor quanto ao vero, é isto evidente pela significação de Sarah, que é vero intelectual adjunto ao bem; aqui, que é o vero racional, pela mesma razão que acaba de ser dada a respeito de Abrahão. Que Sarah represente o vero, é o que foi visto (n. 1468, 1901, 2063, 2065). Nos históricos da Palavra, o bem e o vero não podem ser representados de outro modo senão por meio do casamento. Com efeito, é assim que as coisas se passam em relação ao bem e ao vero, porque há um Casamento Divino entre as coisas celestes e as espirituais, ou, o que é o mesmo, entre o que pertence ao amor e o que pertence à fé; ou, o que é ainda a mesma coisa, entre o que pertence à vontade e o que pertence ao entendimento; uns pertencem ao bem, e os outros, ao vero. Há um tal casamento no Reino do Senhor nos céus, um tal casamento também no Reino do Senhor nas terras, ou na igreja, um tal casamento em cada homem, em cada uma das coisas que lhe pertencem, e até nas menores de todas. Aquilo que não está em um tal casamento não vive; e, portanto, um tal casamento existe em toda a natureza e em cada parte da natureza, mas sob uma outra forma e sob uma outra aparência; sem um tal casamento nunca coisa alguma nela subsistiria. Como em tudo existe um tal casamento, cada coisa nos Profetas, sobretudo em Isaías, é expressa de um modo duplo, e uma das expressões se refere ao celeste, ou ao bem, e a outra ao espiritual, ou ao vero, assim como se disse (n. 683, 793, 801); que em cada coisa há uma sorte de casamento, foi visto (n. 718, 747, 917, 1432); daí vem que por Abrahão é representado o bem do Senhor, e por Sarah, o vero.