ac 2203

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Dizendo: Depois que envelheci, terei deleite?’; que signifique que a afeição desse vero não era pela mudança de estado, é o que se vê pela significação do ‘envelhecer’, que é despojar-se do humano, por conseguinte, mudar de estado, como se disse (n. 2198); e da significação destas palavras: ‘Será que terei deleite?’ Que é não desejar, assim, não ter afeição por isso. Pode-se ver como essas coisas se passam pelo que se disse (n. 2196) a respeito de Sarah: que ela estava à porta da tenda e que essa porta estava atrás dele, isto é, que o racional humano, quanto ao vero, é tal que ele não pode compreender o que é o Divino; pela razão que esse vero está nas aparências, por isso é que ele não pode compreender nem crer, e o que ele não crê não o afeta. As aparências em que está o racional são tais que afetam porque o deleite está nas próprias aparências; por isso, caso ele fosse privado das aparências, ele creria que não existe mais deleite algum, quando a verdade é que a afeição celeste está não nas aparências, mas no bem mesmo e no vero mesmo. Como tal é o vero racional, até se lhe perdoa e se lhe permite estar nas aparências e ter nelas deleite. Tal vero, que esteve nas aparências, é representado por Sarah quando o Senhor Se conjungiu com o Divino. É por isso que se diz que ela “estava à porta”, que “riu” e “disse: Depois que envelheci terei volúpia?” Expressões que significam que a afeição desse vero não era pela mudança de estado.

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