Texto
. Muitas vezes, enquanto as crianças estavam próximas de mim em coros, como eram ainda inteiramente infantis, foram ouvidas como alguma coisa de terno, sem que houvesse ordem, de sorte que elas não agiam em unidade, como o fazem depois quando se tornaram maiores; e o que me causava surpresa é que os espíritos que estavam comigo não podiam deixar de as dirigir, a saber, para pensar e para falar. Um tal desejo é inato nos espíritos, mas observei que a cada vez as crianças resistiam, não querendo nem pensar assim nem falar assim. Muitas vezes percebi a sua resistência e a sua repugnância acompanhada de uma sorte de indignação; e quando elas tinham um pouco a faculdade de falar, diziam somente: ‘Isso não é assim’. Fui instruído que tal é a tentação das crianças na outra vida, a fim de que se habituem e se iniciem não só em resistirem ao falso e ao mal, mas ainda, em não pensar, falar e agir segundo um outro, por conseguinte, a somente se deixarem conduzir pelo Senhor só.