Texto
. Nunca o homem, na outra vida, é punido pelo mal hereditário, porque esse mal não lhe pertence, e que assim ele não é culpado por ser tal; mas ele é punido pelo mal em ato, que lhe pertence, e, por conseguinte, também por tudo que ele apropriou a si do mal hereditário pela vida em ato, como se disse (n. 966). Se as crianças tornadas adultas são repostas no estado de seu mal hereditário, não é para que sejam punidas, mas para que saibam que por si próprias elas são apenas o mal; que do inferno, que está com elas, são arrebatadas ao céu pela misericórdia do Senhor, e que elas não estão no céu pelo mérito delas, mas lá estão pelo Senhor; e, por conseguinte, é para que elas não se ensoberbeçam, diante dos outros, do bem que está com elas, pois isso é tanto contra o bem do amor mútuo como contra o vero da fé.