. Por que razão eram eles aqui somente dois anjos, enquanto com Abrahão eram três varões, é um arcano que não é possível expor em poucas palavras; pode-se entrevê-lo até certo ponto, conforme isto, que se trata do Juízo neste capítulo, isto é, da salvação dos fiéis e da danação dos infiéis; e, a partir da Palavra, consta que o Juízo pertence ao Divino Humano e ao Santo Procedente do Senhor. Que ele pertença ao Divino Humano, vê-se em João: “O Pai não julga a quem quer que seja, mas todo o juízo deu ao Filho” (5:22); por ‘Filho’ entende-se o Divino Humano (ver n. 2159). Que o Juízo pertença ao Santo Procedente do Divino Humano do Senhor, também se vê em João: “Se [Eu] for, enviarei o Paracleto a vós; e quando ele vier convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo” (16:7, 8). E no mesmo, vê-se que o Santo procede do Senhor “Não falará de si mesmo, mas de mim receberá e anunciará” (16:13, 15); e isso quando o Humano foi feito Divino, isto é, quando o Senhor foi glorificado. No mesmo: “Ainda não havia Espírito Santo, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado” (7:39).