Texto
. ‘Disse a ele: Eis que aceitei a tua face também quanto a esta palavra’; que signifique o consentimento se os interiores no vero tiram alguma coisa do bem, é o que se vê pela significação da ‘face’. Na Palavra, [a expressão] ‘faces’ ocorre muitas vezes, e nela ela significa os interiores, como se mostrou (n. 358, 1999). Quando a face também se diz de JEHOVAH, ou do Senhor, ela significa a misericórdia, a paz, o bem (n. 222, 223). Aqui, portanto, é o bem que está interiormente no vero; por isso é que ‘aceitar a face’ é consentir, isso se os interiores no vero derivam alguma coisa do bem. ‘Quanto a esta palavra’ é quanto a esta coisa. Que não há o vero a não ser que haja nele o bem, é o que se viu (n. 1496, 1832, 1900, 1904, 1928, 2063, 2173, 2269, 2401, 2403, 2429); e que a bem-aventurança e a felicidade, depois da morte, pertençam ao homem não pelo vero, mas pelo bem que está no vero, no n. 2261; de onde resulta que há tanto mais bem-aventurança e felicidade quando mais há bem no vero. Que o bem esteja interiormente no vero e faça com que ele seja o vero, é também o que se pode ver pelos bens e os veros nas coisas mundanas mesmas. Quando o homem está nesses e compreende e reconhece alguma coisa como bem, tudo que favorece esse bem ele o chama de vero; mas tudo que não é favorável a esse bem, isto ele rejeita e chama de falso; ele pode dizer que o que não é favorável a esse bem não é o vero, mas então ele dissimula e pensa de outro modo; o mesmo sucede com as coisas espirituais.