Texto
. Não é necessário também confirmar essas coisas, pois, pela própria explicação117, assim como pelo que precede e o que segue, é evidente que tal é a sua significação. Quanto à religiosidade que é significada por Moab e pelos filhos de Ammon, pode-se ver o que é e qual é a sua qualidade por sua origem, que foi descrita, e por muitas passagens da Palavra tanto histórica quanto profética, onde são mencionados. Em geral, são aqueles que vivem em um culto externo que se mostra, de alguma forma, santo, mas que não estão no culto interno; eles tomam por bens e veros as coisas que pertencem ao culto externo, mas rejeitam e desprezam as que pertencem ao culto interno.
[2] Um tal culto e uma tal religiosidade caem nos que estão no bem natural mas que desprezam os outros comparando-os a si próprios; esses se assemelham bastante a certos frutos sofrivelmente belos na forma externa mas que por dentro estão mofados ou podres; e a vasos de mármore em que há coisas impuras, algumas vezes até sujas; eles ainda se assemelham bastante à mulheres cheias de males vergonhosos; porque com elas há um bem comum que parece bastante belo, mas os bens particulares que entram são manchados. É verdade que no começo não acontece assim, mas isso sucede sucessivamente, porque eles se deixam facilmente impregnar de tudo que é chamado bem e, por conseguinte, de todos os falsos, que eles creem serem veros porque eles confirmam; e isso, porque eles desprezam os interiores do culto e menosprezam esses interiores porque eles estão no amor de si. Eles devem a sua existência e a sua origem aos que estão somente no culto externo, os quais são representados nestes capítulos por Ló, e isso, quando o bem do vero foi desolado. Na Palavra, eles são descritos tais quais eles são, tanto no começo, quando o seu bem ainda não fora assim corrompido, quanto depois, quando ele foi inteiramente corrompido; descreve-se também como eles rejeitam os interiores do culto e da doutrina.
[3] Eles são descritos tais quais eles são no começo, quando o seu bem ainda não fora assim corrompido, em Daniel:
“No tempo do fim colidirá com ele o rei do sul, por isso, como uma tempestade, o rei do norte se arremessará contra ele, com carro e com cavaleiros, e navios numerosos, e virá nas terras, e inundará, e passará além. E virá na terra de encanto, e muitas [terras] serão derrubadas; estas escaparão da mão dele, Edom, e Moab, e as primícias dos filhos de Ammon” (11:40, 41);
o ‘rei do sul’ designa os que estão nos bens e veros; o ‘rei do norte’, os que estão nos males e nos falsos; ‘o rei do norte com carro, cavalos, cavaleiros, navios, vindo nas terras, inundando e passando além’ é para indicar que os males e os falsos significados pelo ‘carro’, ‘os cavaleiros’, ‘os navios’, terão a preponderância; ‘Edom’, ‘Moab’ e ‘as primícias dos filhos de Ammon’ os quais devem escapar da sua mão, são os que estão em um tal bem ainda não assim corrompido pelos falsos; é por isso que eles são chamados “as primícias dos filhos de Ammon”.
[4] Em Moisés:
“...atravessamos pelo caminho do deserto... E disse JEHOVAH a Moisés: Não aflijas Moab, nem te mescles com ele em guerra, porque não te darei da sua terra por herança, porque aos filhos de Ló dei Ar por herança” (Dt. 2:8, 9).
E a respeito dos filhos de Ammon:
“Falou JEHOVAH a Moisés: Tu passarás hoje pelo termo de Moab, Ar, e te aproximarás da região dos Filhos de Ammon, não os aflijas nem te mescles com eles, porque não darei da terra dos filhos de Ammon a ti como herança, porque aos filhos de Ló a dei por herança” (Dt. 2:17–19);
‘Ar’ é um tal bem; ‘Moab’ e os ‘filhos de Ammon’ designam os que estão em um tal bem, mas no começo; por isso se ordena que se não os aflija.
[5] É por isso que Moab expulsou os emim, e os refaim como os enaquim; e que os filhos de Ammon expulsaram também os refaim que eles chamavam zamzumim (Dt. 2:9, 10, 11, 18–21). Pelos ‘emim’, os ‘refaim’, os ‘enaquim’, os ‘zamzumim’, são significados os que foram imbuídos das persuasões do mal e do falso (ver n. 581, 1673). Por ‘Moab’ e os ‘filhos de Ammon’ são significados, aqui, os que ainda não foram imbuídos deles, mas eles mesmos, quando foram imbuídos, isto é, quando o seu bem foi corrompido pelos falsos, foram também expulsos (Nm. 21:21–31; Ez. 25:8–11).
[6] Eles são descritos tais quais eles são quando o seu bem foi corrompido, em Jeremias:
“A respeito de Moab assim disse JEHOVAH: Ai de Nebo, porque foi devastada! Foi coberta de vergonha; Kiriathaim foi tomada, cobriu-se de vergonha Misgab e ficou consternada. Não mais há o louvor de Moab; [...] Dai asas a Moab, porque voando voará, e as suas cidades estarão em desolação, nenhum habitante nela [haverá]. [...] Deixai as cidades, e habitai no rochedo, ó habitantes de Moab, e sede como a pomba, que se aninha nas passagens da toca de uma cova. [...] Eu conheci, dito de JEHOVAH, a sua ira, e não é firme; as suas falsidades, não fizeram o que é reto. Por isso sobre Moab uivarei, e a Moab inteiro gritarei, ... Após os choros de Jaezer chorarei sobre ti, ó vide de Sibma; os teus ramos atravessaram o mar, chagaram até ao mar de Jaezer, sobre os frutos do teu verão, e sobre a tua videira o devastador caiu. [...] Por isso o meu coração move-se sobre Moab como flautas. [...] Ai de ti, Moab! pereceu o povo de Quemosh, porque foram levados os teus filhos em cativeiro e as tuas filhas em cativeiro. E reconduzirei do cativeiro de Moab na posteridade dos dias...” (Jr. 48:1, [2,] 9, 28, 30, 31, 32, 36, 46, 47);
[7] aí, em todo o capítulo, se trata de Moab, mas sob o seu nome se trata dos que estão em um tal bem e do modo como eles se deixam impregnar de falsos; por isso é dito “deem asas a Moab a fim de que voe” e “as suas cidades estarão em desolação, como a pomba e seu ninho nas extremidades da boca da cova”, e muitas outras coisas pelas quais se lhes persuade que permaneçam em seus bens gerais e em seus veros gerais [Misgabe, Sibma, Jazer, Quemós]; e que se então eles fossem seduzidos pelos falsos da ignorância, eles seriam tirados do cativeiro para a prosperidade dos dias. Mas a respeito daqueles em que isso não tem lugar, se diz: “uivarei sobre Moab” e “gritarei a Moab inteiro”, e “meu coração ressoará sobre Moab”. Os falsos de que eles são impregnados são significados por ‘Nebo’, ‘Kiriathaim’, e por muitos outros nomes que estão nesse capítulo.
[8] Em Isaías:
“...[como pássaro] lançado do ninho serão as filhas de Moab; tende o conselho, fazei o juízo, põe toda a tua sombra no meio do meio-dia; esconde os expulsos, não revele o errante. Que fiquem em ti os meus expulsos, ó Moab, sê um esconderijo para eles diante do devastador; [...] Ouvimos a elevação de Moab, orgulhou-se muito, a sua soberba, e o seu orgulho, e a sua ira, não são sólidas as suas mentiras; por isso, uivará Moab, por Moab tudo jubilará; ... Por isso minhas vísceras, por causa de Moab, como cítara se comoverão, e o meu meio, por causa da cidade de Heres. Sucederá que terá sido visto que ficou fatigado Moab [de ir] sobre o lugar alto, e virá ao seu santuário para orar, e não poderá. [...] Em três anos, como anos de mercenário, e se aviltará o louvor de Moab em toda [sua] grande multidão, e o resíduo [será] pequeno, pouca coisa, sem força” (Is. 16:2, 3, 4, 6, [7,] 11, 12, 14, 15, 16, 20, 21, 23);
também em todo esse capítulo se trata de Moab, e sob seu nome [et per illum], dos que estão em um tal bem; eles estão nele descritos, aqui e ali, por palavras semelhantes às que se acham no capítulo 48 de Jeremias, e se lhes aconselha igualmente que permaneçam em seus bens gerais e em seus veros gerais, e que não se deixem impregnar de falsos. Os bens e os veros gerais são significados por meio disto, que ‘eles devem ter o conselho’, a ‘fazer o juízo’, ‘esconder os expulsos’, ‘não descobrir aquele que é errante’, ‘ser um retiro para os expulsos contra o devastador’, ações todas que significam as coisas externas do culto; mas como eles se deixam impregnar de falsos, se diz, “em três anos, como anos de mercenários, o louvor de Moab será aviltado em toda a sua grande multidão, e o resíduo será pequeno, pouco e sem força”.
[9] Como eles são facilmente seduzidos, Moab é chamado “o envio das mãos dos filisteus”, e os filhos de Amon “a sua obediência”, em Isaías:
“A raiz de Jessé, que está em sinal dos povos, as nações buscarão, e será o sossego d’Ele a glória. [...] Cessará o ciúme de Efraim, e os inimigos de Judá serão cortados; Efraim não terá mais ciúme de Judá, e Judá não afligirá Efraim. E voarão sobre o ombro dos filisteus para o mar, e juntamente saquearão os filhos do oriente, Edom, Moab, o envio das suas mãos, e os filhos de Ammon, a obediência dele” (11:10, 13, 14);
a ‘raiz de Jessé’ é o Senhor; ‘Judá’ designa aqueles que estão no bem celeste; ‘Efraim’, os que estão no vero espiritual; os ‘filisteus’, os que estão no conhecimento das cognições do vero e que não estão na caridade; os ‘filhos do oriente’ designam os que estão no conhecimento das cognições do bem e que também não estão na caridade, dos quais a emissão da mão se diz de Moab, e a obediência, dos filhos de Ammon, porque por eles são impregnados de falsos.
[10] Os que são chamados Moab e filhos de Ammon, tais quais eles se tornam quando o seu bem foi inteiramente corrompido pelos falsos, são descritos em Davi:
“DEUS falou na sua santidade:... Meu [é] Gilead e Meu [é] Manassés, e Efraim [é] a força da Minha cabeça; Judá, o Meu legislador, Moab a bacia da Minha ablução; ...” (Sl. 60:8–10 [Em JFA, 60:6–8]);
Igualmente no mesmo: Sl. 108:8–10 [Em JFA, 108: 7–9]. A ‘bacia da ablução’ está no lugar do bem corrompido pelos falsos.
[11] Em Jeremias:
“Não mais [existe] o louvor de Moab; em Heshbon, pensaram sobre ele o mal, [dizendo:] Ide, cortemo-lo da nação; [...] Pacato era Moab desde sua adolescência, e repousava ele nas suas fezes, não foi esvaziado de um vaso em [outro] vaso, e não foi ao exílio; por isso ficou o seu gosto nele, e o seu cheiro não foi mudado. [...] Sobre todos os tetos de Moab e em suas praças, um luto geral, porque quebrei Moab como um vaso, no qual não [há o Meu] beneplácito” (48:2, 11, 38);
os falsos pelos quais é corrompido o bem, que é Moab, são aqui chamados ‘fezes’, das quais ficam o gosto e o cheiro se ele não for reformado, o que é expresso aqui por “ser esvaziado de um vaso em [outro] vaso”; o bem mesmo é chamado ‘o vaso, no qual não [há mais] o beneplácito’; como em Davi, ele é chamado a ‘bacia em que se faz a ablução’. Em Isaías:
“Repousa a mão de JEHOVAH nesta montanha, e será esmagado Moab debaixo dela, assim como é calcada a palha no esterqueiro” (25:10).
[12] Que os que estão em um tal bem se ocupem somente dos externos e desprezem, rejeitem e até vilipendiem os internos do culto e da doutrina, de onde resulta que eles tomam os falsos por veros, é o que se vê em Ezequiel:
“Filho do homem, volta as tuas faces para os filhos de Ammon, e profetiza sobre eles; e dize aos filhos de Ammon: Ouvi a palavra do Senhor JEHOVIH: Assim disse o Senhor JEHOVIH: Por causa do que diz: Hah! a respeito do Meu santuário, que foi profanado, e a respeito do húmus de Israel, porque foi desolado, e a respeito da casa de Judá, porque foram em cativeiro; farei de Rabbah habitação dos camelos, e dos filhos de Ammon aprisco do rebanho,... Disse o Senhor JEHOVIH: Porque feriste em [tua] mão, e aplaudiste com o pé, e que te regozijaste em todo o teu desprezo na alma, a respeito do húmus de Israel; por isso, eis que Eu estenderei Minha mão sobre ti, e entregar-te-ei como presa às nações, e cortar-te-ei dentre os povos, e destruir-te-ei da terra; [...]” (25:2–11 );
[as expressões] ‘hah!, a respeito do santuário, porque foi profanado, a respeito do húmus de Israel, porque ele foi desolado, a respeito da casa de Judá, porque eles foram em cativeiro’; ‘feriste em tua mão’, ‘aplaudiste com o pé’ e ‘regozijaste em todo o desprezo na alma a respeito do húmus de Israel’ são palavras de desprezo, de derrisão e de repulsão dos interiores do culto e da doutrina, e quando esses interiores são rejeitados, os externos não têm valor, mas “são entregues como presa às nações”, isto é, invadidos pelos males; são “cortados dentre os povos”, isto é, invadidos pelos falsos; e “destruídos da terra”, isto é, que eles não pertencem mais a igreja alguma.
[13] Em Sofonias:
“Ouvi o opróbrio de Moab, e as blasfêmias dos filhos de Ammon, os quais de opróbrio acabrunharam o meu povo, estenderam-se sobre o termo deles. Por isso, vivendo Eu, ... que Moab há de ser como Sodoma, e os filhos de Ammon como Gomorra, um lugar abandonado à urtiga, e uma cova de sal, e desolação [eles] serão para a eternidade;... Isto a eles [sucederá] por causa da soberba deles, porque pelo opróbrio acabrunharam e se estenderam sobre o povo de JEHOVAH Zebaoth” (2:8–10)
‘Acabrunhar de opróbrio o povo’, e ‘se estender sobre os limites deles’ e ‘sobre o povo de JEHOVAH Zebaoth’ é desprezar e rejeitar os veros interiores que são o ‘povo de JEHOVAH Zebaoth’; daí os bens se tornam males do falso, que são ‘Sodoma’ e o ‘lugar abandonado à urtiga’, e os veros se tornam falsos, que são ‘Gomorra’ e a ‘cova de sal’; porque é pelos internos que os externos podem ser bens e veros.
[14] Em Davi:
“Os inimigos contra o teu povo insidiosamente meditavam arcano; consultam contra os teus escondidos. [Dizem] ide, cortemo-los da nação, e que não mais se lembre o nome de Israel, pois consultam de coração juntamente; fizeram contra ti uma aliança as tendas de Edom, e dos ismaelitas, de Moab e dos agarenos, de Gebal e de Ammon, e de Amalek, a da filisteia com os habitantes de Tiro. Também Asshur se associou a eles, são o braço dos filhos de Ló [...]” (Sl. 83:3–9);
‘consultar contra os escondidos’, ‘cortá-los da nação a ponto de não se lembrar do nome de Israel’ é rejeitar inteiramente os interiores; as ‘tentas de Edom’, dos ‘ismaelitas’, de ‘Moab’, dos ‘agarenos’, de ‘Gebal’ e de ‘Ammon’ são os que estão nos externos do culto e da doutrina; a ‘Filisteia com Tiro’ são os que falam dos internos, mas não estão nos internos; ‘Asshur’, que é o ‘braço para os filhos de Ló’, é o raciocínio com o qual eles combatem pelos externos e atacam os internos.
[15] Em Moisés:
“Não tomará um varão a esposa do seu pai, e não violará da vestimenta do seu pai. Não virá, o quebrado de quebradura nem o contuso do testículo à congregação de JEHOVAH. Não virá o moabita e o amonita à congregação de JEHOVAH; mesmo a décima geração não virá à congregação de JEHOVAH pela eternidade” (Dt. 23:1–8 [Em JFA, do 22:30 ao 23:2, 3]);
vê-se, por isso tudo, o que vem a ser ‘Moab e Ammon, no fim dos dias’, ou quando aqueles com quem o bem é adulterado e o vero é falsificado foram inteiramente impregnados de falsos, em que eles desprezam, rejeitam e, finalmente, menosprezam todos os interiores. Por isso são nomeados aqui após os adultérios abomináveis, expressos pela ação de tomar a esposa de seu pai, de violar a vestimenta de seu pai, quase semelhantes ao que se diz das filhas de Ló, de que descendiam Moab e Ammon. Eles são nomeados também depois dos ‘cujo testículo foi lesado por ferida e por contusão’, os quais significam os que rejeitam com desgosto tudo que pertence ao amor e à caridade. A ‘congregação [ou assembleia] de JEHOVAH’ é o céu, no qual eles não podem entrar porque não têm as relíquias, que existem somente pelos bens interiores e pelos veros interiores, e que são significadas pela décima geração (n. 576, 1738, 2280).
[16] Esses eram também do número das nações que sacrificaram filhos e filhas a Moloque, o que significa, no sentido interno, que eles tinham sufocado os veros e os bens, pois o deus de Moab era Quemosh, e o deus dos filhos de Ammon, Moloque e Milcom (1 Reis, 11:33; 2 Reis, 23:13), aos quais eles ofereciam sacrifícios (2 Reis, 3:17). Que pelos ‘filhos’ e pelas ‘filhas’ sejam significados e os veros e os bens, foi visto (n. 489, 490, 491, 533, 1147).
[17] Eis, pois, o que são ‘Moab’ e ‘Ammon’; mas os gêneros do falso deles, pelos quais eles adulteram os bens e extinguem os veros são em grande número, e são recenseados em Jeremias, mas por meio de meros nomes, a saber,
“O Juízo vem para a terra da planície, para Holon, e para Jahaz, e para Mephaath. E sobre Dibon, e sobre Nebo, e sobre Bethdiblathaim, e sobre Kiriathaim, e sobre Bethgamul, e sobre Bethmehon. E sobre Korioth, e sobre Bozrah, e sobre todas as cidades da terra de Moab, afastadas e próximas. Foi cortado o chifre de Moab, e o seu braço foi quebrado. Embriagai-o, porque sobre JEHOVAH se fez grande; e aplauda Moab no seu vômito, ...” (48:21–26).
São esses os gêneros de falsos que se encontram nos que são chamados Moab e Ammon; mas quais são, pois, esses gêneros, e qual é a sua qualidade, é o que se pode ver pela significação de cada nome no sentido interno. Que os nomes, na Palavra, significam unicamente coisas, é o que se mostrou muitas vezes.
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Da memória do homem,
a que permanece depois da morte,
e da reminiscência das coisas que ele fez
na vida do corpo