. Vem daí que os homens, quando vivem no corpo, não podem falar entre si senão por meio de línguas em sons articulados, isto é, em palavras distintas; e não sejam capazes de se compreenderem mutuamente, a não ser que tenham experiência nessas línguas, razão pela qual isso se faz a partir da memória exterior, enquanto os espíritos falam entre si por intermédio da língua universal distinta em ideias tais como são as do próprio pensamento, e podem assim conversar com um espírito seja ele qual for, de qualquer língua e de qualquer nação que ele tenha sido no mundo, pela razão que isso se faz a partir da memória interior. Todo homem chega a essa língua logo depois da morte, porque ele entra nessa memória que é, como se disse, própria de seu espírito (ver n. 1637, 1639, 1757, 1876).