. Dentre essas regiões onde estão os negros, há alguns gentios que, por causa das ideias que eles levam da vida do mundo, querem ser tratados duramente, crendo que ninguém pode ir para o céu senão por punições e aflições, e que depois são alcançadas satisfações agradáveis que eles chamam paradisíacas. Como conservam tais crenças provenientes de sua religiosidade, eles são também na outra vida, a princípio, tratados duramente por certos espíritos que eles chamam diabos, e depois são transportados aos jardins paradisíacos, de que se falou (n. 1622); mas eles são instruídos pelos anjos que as punições e as aflições foram para eles mudadas pelo Senhor em bem, como com os que estão nas tentações; que os jardins paradisíacos não são o céu, mas que o céu é a afeição das coisas celestes e espirituais que estão neles, e que eles tiveram em uma sorte de caminho da verdade, mas na sombra da ignorância. Conversaram comigo muito tempo; quando eles se achavam no estado das aflições, a sua linguagem era, por assim dizer, como uma colisão, assim, diferente da linguagem dos outros. Quando, porém, depois desses tempos de aflições, eram transportados para os jardins paradisíacos, eles não se exprimiam mais do mesmo modo, mas a sua linguagem era quase angélica. Pela sua religiosidade, eles também têm uma crença que consiste em querer ter os interiores; eles diziam que, quando são tratados duramente, são então pretos, mas que depois eles rejeitam a negridão e revestem a alvura, sabendo que as suas almas são brancas e os seus corpos negros.