ac 2643

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Quem diria a Abrahão: Sarah amamentará filhos?’; que signifique que o Senhor, por Seu próprio poder, implantou o Humano no Divino, vê-se isto pela representação de ‘Abrahão’ e de ‘Sarah’, e pela significação de ‘amamentar’ e dos ‘filhos’. Que ‘Abrahão’ representa o Divino bem e ‘Sarah’ o Divino vero, foi demonstrado; que o ‘leite’ seja o espiritual de origem celeste, ou o vero que procede do bem, foi visto (n. 2184); assim, ‘amamentar’ é implantar esse vero. Que os filhos são os veros, aqui os veros que estão no Racional, vê-se pela significação dos filhos (n. 489, 490, 491, 533); que essas palavras, no sentido interno, signifiquem que o Senhor, por Seu próprio poder, implantou o Humano no Divino, é porque o Divino vero é o mesmo que o Divino Humano, e quando se diz do Divino vero que ele “amamenta os filhos de Abrahão”, isso significa que o Senhor implantou o Humano no Divino; e como é o Humano, é a partir do próprio poder. Mas é difícil que essas coisas possam ser explicadas mais claramente para o entendimento; caso se dissesse mais, o sentido se tornaria mais obscuro, porque são coisas Divinas que somente podem ser apresentadas diante dos anjos por meio das coisas celestes e espirituais; se elas o fossem perante o homem em algum estilo mais elevado, elas cairiam nas ideias materiais e corporais que o homem tem135.
[2] Além disso, cumpre saber que o Divino Racional do Senhor quanto à qualidade, desde o primeiro instante em que [esse Racional] nasceu, é descrito por estas palavras: “DEUS me fez riso, todo [o] que ouvir rirá de mim. E disse: Quem diria a Abrahão: Sarah amamentará filhos?” Com efeito, era de um antigo costume, quando uma criança nascia, que um nome significativo de um estado lhe fosse dado, e que o estado então fosse também descrito, como quando Cain nasceu para Eva e Adão(Gn. 4:1); quando Seth lhes nasceu (Gn. 4:25); quando Noé nasceu a Lameque (Gn. 5:29); quando Esaú e Jacó nasceram a Isaque (Gn. 25:25, 26); quando os doze filhos nasceram a Jacó (Gn. 29:32–35; 30:6, 8, 11, 13, 18, 20, 24; 35:18); quando Perez e Zerah nascerem a Tamar (Gn. 38:29, 30); quando Manassés e Efraim a José (Gn. 41:51, 52); quando Gérson e Eliezer a Moisés (Êx. 2:22; 18:4). O que todos estes representam e o que eles significam no sentido interno está envolto na descrição adjunta ao nome que lhes era dado. O mesmo sucede aqui com Isaque. Quanto ao que ali se acha envolto, vê-se um pouco pela explicação sumária, mas a verdade é que arcanos mais secretos estão ali ocultos, pois são coisas Divinas que não podem ser expressas nem por forma e nem fórmula de palavras.

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