. ‘E viu um poço de água’; que signifique a Palavra do Senhor, da qual se extrai os veros, vê-se pela significação do ‘poço de água’ e da ‘fonte’, que seja a Palavra, assim, a Doutrina extraída da Palavra, por conseguinte, também o vero mesmo (de que se tratará); e pela significação da ‘água’, que é o vero. Que o ‘poço’ no qual há água e a ‘fonte’ sejam a Palavra do Senhor, assim como a Doutrina extraída da Palavra, portanto, o vero mesmo, é o que se pode ver por muitas passagens. Aqui, como se trata da igreja espiritual, se diz o ‘poço’ e não a ‘fonte’, assim como na continuação deste capítulo: “E Abrahão repreendeu Abimeleque pelas causas de um poço d’água, ao qual os servos de Abimeleque tomaram” (vers. 25); depois em Gênesis, 26: “Todos os poços, que os servos do pai de Isaque cavaram, nos dias de Abrahão, pai dele, os filisteus os taparam, ... E Isaque voltou e cavou poços de água, que cavaram nos dias Abrahão... E os servos de Isaque cavaram no vale, e encontraram ali um poço de águas vivas. [...] e cavaram um outro poço, e não contenderam sobre esse. [...] E aconteceu naquele dia, que vieram os servos de Isaque, e o informaram sobre as causas do poço que cavaram, e disseram-lhe: Achamos águas” (vers. 15, 18, 19, 20, 21, 22, 25, 32); ali, pelos ‘poços’, outra coisa não é significada senão as coisas doutrinais; sobre algumas delas tiveram disputas e sobre algumas outras não tiveram; de outro modo o fato de cavarem poços e as disputas que se renovavam tantas vezes a respeito desses poços não teriam sido de uma tão grande importância para que disso se tratasse na Palavra Divina. [2] A Palavra, ou a Doutrina, é igualmente significada pelo ‘poço’ de que assim se fala em Moisés: “Vieram a Beer; este [é] o poço de que disse JEHOVAH a Moisés: Reuni o povo, e dar-lhe-ei água. Então cantou Israel este cântico: Sobe [sobre] o poço; respondei a seu respeito; [e] o poço que cavaram os príncipes, que cavaram os voluntários do povo sob o legislador, com os seus bastões. [...]” (Nm. 21:16–18). Como o ‘poço’ tinha essas significações, é por isso que foi cantado esse cântico profético de Israel, no qual se trata da doutrina do vero, como se vê por cada palavra no sentido interno; daí o nome de ‘Beer’, e daí o nome de ‘Beershebah’ e a sua significação no sentido interno, que é a Doutrina mesma. [3] Ao contrário, a doutrina em que não estão os veros é chamada ‘cova’ ou ‘poço em que não há água’, como em Jeremias: “Os seus ilustres mandaram os seus inferiores a [buscar] água; vieram às covas, não encontraram, voltaram com os seus vasos vazios” (14:3); onde as ‘águas’ são os veros, as ‘covas onde não acharam água’ são a doutrina em que não há vero. No mesmo: “Duas maldades fez o Meu povo: a Mim abandonaram, Fonte de águas vivas, para cavarem para si covas, covas fraturadas, que não podem conter as águas” (Jr. 2:13); onde igualmente as ‘covas’ são doutrinas que não são verdadeiras; as ‘covas fraturadas’ são doutrinais compostos. [4] Que a ‘fonte’ seja a Palavra assim como a Doutrina, por conseguinte, o vero, vê-se em Isaías: “Os aflitos e os indigentes buscam águas, e não há; a língua deles desfaleceu pela sede. Eu, JEHOVAH, os ouvirei, o Deus de Israel não os deixará. Abrirei sobre as colinas rios, e no meio dos vales, fontes; farei do deserto como um lago de águas, e a terra seca como nascentes de águas” (41:17, 18); onde se trata da desolação do vero que é significada pelos ‘aflitos e os indigentes que buscam águas sem achá-las’ e cuja ‘língua desfaleceu de sede’; depois se trata da consolação, do restabelecimento e da instrução após a desolação, como neste versículo a respeito de Hagar; e esse novo estado é significado por “JEHOVAH que abrirá rios sobre as colinas” e que “fará fontes no meio dos vales”, “mudará o deserto em um lago de águas, e a terra seca, em nascentes de águas”, todas coisas que pertencem à doutrina do vero e à afeição que daí procede. [5] Em Moisés: “Habitou Israel em segurança só para a fonte de Jacó, para uma terra de frumento e de mostos, mesmo os céus dela destilam o orvalho” (Dt. 33:28); a ‘fonte de Jacó’ é a Palavra e a Doutrina do vero que dela procede; como a fonte de Jacó significava a Palavra, é por isso que o Senhor, quando veio para a fonte de Jacó, conversou com uma mulher da Samaria e lhe ensinou o que é significado pela fonte e pela água; a este respeito se fala em João: “Jesus veio a uma cidade de Samaria chamada Sicar; estava ali afonte de Jacó. Jesus, pois, estando fatigado da viagem, assentou-se assim perto da fonte. Veio uma mulher de Samaria para tirar águas [hauriendum aquas], a quem diz Jesus: Dá-Me de beber. Disse Jesus: Se conhecesses o dom de Deus e Quem é Aquele Que te diz: Dá-Me de beber, tu Lhe pedirias que te desse água vivente; todo o que bebe desta água terá ainda sede; mas quem beber da água que Eu lhe der, não terá sede pela eternidade, mas a água que Eu lhe der se tornará nele uma fonte de água jorrando para vida eterna (4:5, 6, 7, 10, 13, 14); a ‘fonte de Jacó’ significava a Palavra, a ‘água’, o vero, e ‘Samaria’, a igreja espiritual, como se vê em muitas passagens da Palavra, por isso o Senhor conversou com uma mulher da Samaria; e ensinou que a Doutrina do vero vem d’Ele, e que como vem d’Ele, ou o que dá no mesmo, da Palavra d’Ele, é “uma fonte de água jorrando para a vida eterna”, e que o próprio vero é a água viva. [6] Uma semelhante instrução se acha no mesmo: “Jesus disse: Se alguém tiver sede, venha a Mim e beba; quem crê em Mim, como diz a Escritura, correrão do ventre dele riosde água vivente” (Jo. 7:37, 38). No mesmo: “O Cordeiro, que [está] no meio do trono, os apascentará, e os conduzirá às vivas fontes de águas; e Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos” (Ap. 7:17). No mesmo: “Eu, ao que tem sede, darei da fonte da água da vida gratuitamente” (Ap. 21:6); os ‘rios de água vivente’ e as ‘vivas fontes de águas’ são os veros que procedem do Senhor ou de Sua Palavra, porque o Senhor é a Palavra. O bem do amor e da caridade, que vem unicamente do Senhor, é a vida do vero. Quem está no amor e na afeição do vero é de quem se diz que ‘tem sede’; um outro não pode ter essa sede. [7] Esses veros são também chamados fontes da salvação em Isaías: “Tirareis águas na alegria das fontes da salvação, e direis naquele dia: Confessai JEHOVAH e invocai o nome d’Ele” (12:3, 4). Que a ‘fonte’ seja a Palavra ou a Doutrina que procede dela é ainda o que se vê em Joel: “Acontecerá nesse dia, [que] as montanhas destilarão mosto142, e das colinas correrão leite, e todos os regatos de Judá manarão águas, e [haverá] uma fonte saindo da casa de JEHOVAH, e regará a torrente de Shittim” (3:18); onde as ‘águas’ são os veros, a ‘fonte saindo da casa de JEHOVAH’ é a Palavra do Senhor. [8] Em Jeremias: “Eis que Eu os trarei da terra do norte, e ajuntá-los-ei dos lados da terra; entre eles o cego e o coxo... em pranto virão, e nas preces conduzi-los-ei para as fontes das águas no caminho da retidão nela” (31:8, 9); as ‘fontes das águas no caminho da retidão’ são evidentemente os doutrinais do vero; a ‘terra do norte’ é a ignorância, ou a desolação, do vero; os ‘prantos’ e as ‘preces’ são o seu estado de dor e de desespero; ‘ser conduzido às fontes das águas’ é o restabelecimento e a instrução nos veros; como aqui, onde se trata de Hagar e de seu filho. [9] Também se fala das mesmas coisas em Isaías: “Regozijar-se-ão por isso o deserto e a aridez, e exultará a solidão, e florescerá como a rosa, germinando germinará, e exultará também com saltos e cantando; a glória do Líbano se lhe deu, a honra do Carmel e de Sharon; verão a glória de JEHOVAH, a honra do nosso Deus. Fortalecei as mãos desfalecentes, e fortificai os joelhos vacilantes. [...] Abrir-se-ão os olhos dos cegos, e as orelhas dos surdos se abrirão;... precipitar-se-ão no deserto as águas, e os rios na solidão, e o árido lugar será em lago, e o [lugar] seco em fontes de águas” (35:1–3, 5–7); onde o ‘deserto’ é a desolação do vero; as ‘águas’, os ‘rios’, o ‘lago’, as ‘fontes de águas’, são os veros, que fazem o restabelecimento e o regozijo dos que estiveram em vastação, e cujos regozijos são aqui descritos por muitos significativos [multis describitur]. [10] Em Davi: “JEHOVAH lança as fontes nos vales, irão entre as montanhas, darão de beber a toda fera dos campos, saciarão aos onagros a sua sede; irriga as montanhas das suas câmaras [altas]” (Sl. 104:10, 11, 13); as ‘fontes’ são os veros, as ‘montanhas’ são o amor do bem e vero; ‘proporcionar a bebida’ é instruir; as ‘feras dos campos’ são os que daí vivem (n. 774, 842, 908); os ‘onagros’, os que estão somente no vero racional (n. 1949, 1950, 1951). [11] Em Moisés: “Filho da fecunda, José, filho da fecunda junto à fonte” (Gn. 49:22); a ‘fonte’ é a doutrina que vem do Senhor: No mesmo: “JEHOVAH teu Deus introduzir-te-á na terra boa, na terra de rios, de águas, de fontes, de abismos, que saem no vale e na montanha” (Dt. 8:7). A ‘terra’ é o Reino do Senhor e a igreja (n. 662, 1066, 1067, 1262, 1413, 2572); diz-se que ela é boa pelo bem do amor e da caridade; as ‘torrentes’, ou ‘rios’, as ‘águas’, as ‘fontes’ e os ‘abismos’ são os veros que daí procedem. No mesmo: “A terra do Canaã, uma terra de montes e vales, da chuva do céu [ela] se embebe de águas” (Dt. 11:11). [12] Que as ‘águas’ sejam os veros, tanto os espirituais quanto os racionais, como também as coisas do conhecimento, é o que se vê pelas passagens seguintes: Em Isaías: “Eis que o Senhor JEHOVAH Zebaoth afastará de Jerusalém e de Judá todo bastão de pão e todo bastão de água” (3:1). No mesmo: “Ao encontro daquele que tem sede trazei águas, ...com o seu pão vinde ao encontro do fugitivo” (Is. 21:14). No mesmo: “Bem-aventurados vós que semeais perto de todas as águas” (Is. 32:20). No mesmo: “Quem anda nas justiças e pronuncia retidões nos altos [lugares] habitará; o pão dele se lhe dará; as águas dele [são] fiéis” (Is. 33:15, 16). No mesmo: “Então não terão sede; no deserto os conduzirá, águas da rocha correr-lhes fará, e fende a rocha, e fluirão as águas” (Is. 48:21; Êx. 17:1–8; Nm. 20:11, 13). [13] Em Davi: “Fendeu as pedras no deserto, e fez beber como [de] abismos abundantemente; tirou riachos da rocha, e fez descer como um rio as águas” (Sl. 78:15, 16); onde a ‘rocha’ é o Senhor; as ‘águas’, os ‘rios’; e os ‘abismos que correm dela’ são os veros que procedem d’Ele. No mesmo: “JEHOVAH faz dos rios, deserto, e da nascente das águas, sequidão; faz do deserto,lago de águas, e da terra seca, nascentes de águas” (Sl. 107:33, 35). No mesmo: “A voz de JEHOVAH [está] sobre as águas; JEHOVAH [está] sobre as águas abundantes” (29:3). No mesmo: “O rio, os regatos d’Ele, alegrarão a cidade de Deus, o [lugar] santo das moradas do Altíssimo” (Sl. 46:5 [Em JFA, 46:4]). No mesmo: “Pela Palavra de JEHOVAH os céus foram feitos, e pelo espírito da Sua boca todo o exército deles. [Ele] reúne como um montão as águas do mar, faz dos abismos, tesouros” (Sl. 33:6, 7). No mesmo: “Visitas a terra, e muito te aprazes nela; as enriqueces; o riacho de Deus [está] cheio de águas” (Sl. 65:10 [Em JFA, 65:9]). No mesmo: “Viram-Te as águas, ó Deus! Viram-Te as águas, abalaram-se os abismos. As nuvens derramaram águas; [...] no mar [está] o teu caminho, e a tua vereda nas águas abundantes” (Sl. 77:17, 18, 20 [Em JFA, 77:16, 17, 19]); aqui, qualquer um pode ver claramente que as ‘águas’ não significam águas, que os abismos não foram abalados e que o caminho de JEHOVAH não está no mar, nem a sua vereda nas águas, mas que são águas espirituais, isto é, que são as coisas espirituais que pertencem ao vero; de outro modo haveria aí um acervo de palavras vãs. Em Isaías: “Oh! [vós] todos que tendes sede, depurai as águas, e [vós] que não tiverdes prata, ide, comprai” (55:1). Em Zacarias: “Sucederá naquele dia [que] sairão águas vivas de Jerusalém, a metade da parte delas para o mar oriental, e a [outra] metade da parte delas para o mar posterior” (14:8). [14] Além disso, quando se trata, na Palavra, de uma igreja a implantar ou de uma igreja implantada, e que ela é descrita como um paraíso, como um jardim, como um bosque ou como árvores, é costume que ela seja também descrita por meio de águas ou rios, que regam e pelos quais são significadas coisas espirituais, racionais ou coisas do conhecimento que pertencem ao vero; é assim que o Paraíso (Gn. 2:8, 9) é ali descrito também (vers. 10–14) como rios por meio dos quais são significadas as coisas que pertencem à sabedoria e à inteligência (ver n. 107–121); o mesmo acontece em muitas outras passagens da Palavra; assim, em Moisés: “Assim como vales [eles] são plantados, como jardins perto de um rio, como sândalos plantou JEHOVAH, como cedros perto das águas; manarão águas dos seus baldes, e a semente dela em águas abundantes” (Nm. 24:6, 7). Em Ezequiel: “Tomou da semente da terra, e pô-la num campo de semente, tomou-a perto de águas abundantes, germinou e se tornou uma vide viçosa” (17:5, 6); que a ‘vide’ e a ‘vinha’ signifiquem a igreja espiritual, foi visto (n. 1069). No mesmo: “A tua mãe, como uma vide na tua semelhança, plantada perto daságuas, frutífera e ramosa se fez pelas muitas águas” (Ez. 19:10). No mesmo: “Eis que Asshur [era um cedro] no Líbano; as águas fizeram-na crescer, o abismo fê-la alta; com os seus rios correndo em torno dela, e os seus aquedutos enviava para todas as árvores do campo” (Ez. 31:3, 4). [15] No mesmo: “Eis junto da margem do rio muita árvore em extremo, aqui e ali. Disse-me: Estas águas saindo para a extremidade oriental, e descerão sobre a planície, e vêm para o mar, para o mar são enviadas, e serão saradas as águas. E sucederá que toda alma vivente que rasteja em toda a parte em que vêm os dois ribeiros viverá; e haverá peixe muito abundante, porque vão para ali estas águas, para que viva tudo onde vier o ribeiro. Os seus charcos e os seus pântanos, porém, não sararão, em sal serão mudados” (Ez. 47:7, 8, 9, 11); aí se trata da Nova Jerusalém, ou do reino espiritual do Senhor; as ‘águas que saem para a extremidade oriental’ significam as coisas espirituais que procedem das celestes e que são os veros de origem celeste, isto é, a fé pelo amor e pela caridade (n. 101, 1250); ‘descer a planície’ significa os doutrinais que pertencem ao racional (n. 2418, 2450); ‘vir para o mar’ significa para as coisas do conhecimento, o ‘mar’ é a coleção delas (n. 28); a ‘alma vivente que rasteja’ significa os restabelecimentos que elas proporcionam (n. 746, 909, 994); ‘viver pelas águas do ribeiro’ é viver pelas coisas espirituais de origem celeste; o ‘grande número de peixes’ é a abundância das coisas aplicáveis do conhecimento (n. 40, 991); os ‘charcos e os pântanos’ são as coisas inaplicáveis e impuras; ‘ser mudado em sal’ é ser devastado (n. 2455). Em Jeremias: “Bendito o varão que confia em JEHOVAH; será como uma árvore plantada junto às águas, e para o ribeiro estende as suas raízes” (17:7, 8). Em Davi: “Será como uma árvore plantada junto aos ribeiros de águas, que dará seu fruto no seu tempo” (Sl. 1:4 [Em JFA, 1:3]). Em João: “Mostrou-me um puro rio de água viva, brilhante como cristal, saindo do trono de Deus e do Cordeiro; no meio da praça dela e do rio aquém e além [está] a árvore da vida produzindo doze frutos” (Ap. 22:1, 2). [16] Ora, como as águas, no sentido interno da Palavra, significam os veros, é por isso que na Igreja Judaica, por causa da representação perante os anjos, entre os quais os ritos eram considerados espiritualmente, ordenou-se aos sacerdotes e aos levitas que se lavassem em águas quando viessem para exercer as suas funções, e mesmo nas águas da bacia [ex Labro] entre a tenda e o altar, e ulteriormente nas águas do mar de bronze e das outras bacias ao redor do Templo que substituíam uma fonte. Igualmente, por causa da representação, instituiu-se a ordem a respeito da água do pecado, ou da purificação, que devia ser aspergida sobre os Levitas (Nm. 8:7); e então a ordem a respeito da água de separação feita com as cinzas da vaca ruiva (Nm. 19:2–19). Ordenou-se que os despojos dos midianitas fossem purificados pela água (Nm. 31:19–25). [17] As águas que foram dadas da rocha (Êx. 17:1–8; Nm. 20:1–13; Dt. 8:15) representavam e significavam a abundância das coisas espirituais ou dos veros da fé procedentes do Senhor. As águas amargas que foram saneadas pelo pão (Êx. 15:22–25) representavam e significavam os veros que não agradam, pois pelo bem ou por sua afeição, eles são aceitos e se tornam agradáveis; que o pão ou a madeira significa o bem que pertence à afeição ou à vontade, foi visto (n. 643). Agora, por todas essas coisas, pode-se saber o que é a água na Palavra, e, por conseguinte, o que é a água no Batismo, de que o Senhor assim fala em João: “A não ser que alguém tenha sido gerado da água e do espírito não pode entrar no Reino de Deus” (3:5); isto é, que a ‘água’ é o espiritual da fé, e o ‘espírito’, o celeste da fé, e assim o Batismo é o símbolo da regeneração do homem pelo Senhor por intermédio dos veros da fé, não que a regeneração seja feita pelo Batismo, mas o é pela vida significada no Batismo, na qual devem entrar os cristãos que têm os veros da fé, porque eles têm a Palavra.