. Que ‘Paran’ seja a iluminação a partir do Divino Humano do Senhor, é o que se vê pela significação de ‘Paran’, que é o Divino Humano do Senhor, como se vê claramente pelas passagens da Palavra onde Paran é nomeado; por exemplo, no profeta Habacuque: “Ouvi, JEHOVAH, a Tua fama, [e] temi; a Tua obra, ó JEHOVAH, vivifica-a no meio dos anos, no meio dos anos faça-a conhecida, no zelo lembra[-Te] da misericórdia. Deus virá de Theman, e o Santo, da montanha de Paran, Selah. A honra d’Ele cobriu os céus, e do louvor d’Ele está repleta a terra. E o esplendor será como a luz; os chifres da mão d’Ele para Ele, e ali [estava] o esconderijo da força d’Ele” (3:2, 3, 4); onde manifestamente se trata da vinda do Senhor, que é significada por ‘vivificar no meio dos anos’ e ‘fazer conhecer no meio dos anos’; o Seu Divino Humano é descrito por estas palavras: “Deus virá de Theman, e o Santo, da montanha de Paran”; fala-se de Theman quanto ao amor celeste, e da montanha de Paran quanto ao amor espiritual. A iluminação e o poder que daí provêm são significados quando se diz que “haverá esplendor e luz”, que “chifres Lhe serão adquiridos por Sua mão”; o ‘esplendor’ e a ‘luz’ são a iluminação; os ‘chifres’ são o poder. [2] Em Moisés: “JEHOVAH veio de Sinai, e lhes surgiu de Seir, resplandeceu da montanha de Paran, e veio das miríades de santidade, [tendo] pela direita d’Ele o fogo da lei; também amando os povos, todos os santos d’Ele [estão] na tua mão, e estão reunidos ao teu pé, e receberá das tuas palavras” (Dt. 33:2, 3); aí também se trata do Senhor, cujo Divino Humano é descrito por meio disto, que ‘[Ele] Se levantou de Seir e que resplandeceu da montanha de Paran’; fala-se de Seir quanto ao amor celeste, e da montanha de Paran quanto ao amor espiritual; os espirituais são significados pelos ‘povos que Ele ama’ e pelos ‘que foram reunidos ao Seu pé’; o ‘pé’ significa o que é inferior e, por conseguinte, o que é mais obscuro no Reino do Senhor. [3] No mesmo: “Quedorlaomer e os reis com ele feriram os horeus na montanha deles de Seir, até El-paran, que [está] acima no deserto” (Gn. 14:5, 6). Que o Divino Humano seja ali significado pela montanha de Seir e por El-paran, foi visto (n. 1675, 1676). No mesmo: “Sucedeu no segundo ano, no segundo mês, no vigésimo no mês, levantou-se a nuvem de cima do tabernáculo do testemunho; e caminharam os filhos de Israel, segundo as suas caminhadas, do deserto do Sinai, e parou a nuvem no deserto de Paran” (Nm. 10:11, 12). [4] Que todas as caminhadas [ou marchas] do povo no deserto significam o estado da igreja combatente e as suas tentações, em que o homem sucumbe, mas que o Senhor vence para o homem, consequentemente, que as próprias [caminhadas] signifiquem as tentações e vitórias do Senhor, é o que, pela Divina Misericórdia do Senhor, se mostrará em outro lugar. E como o Senhor sustentou as tentações a partir de Seu Humano Divino, o deserto de Paran, aqui, significa do mesmo modo o Humano Divino do Senhor; [ele é] igualmente significado por estas palavras, no mesmo: “Depois caminhou o povo de Hazeroth, e acamparam no deserto de Paran; e falou JEHOVAH a Moisés, dizendo: Envia para ti varões e que explorem a terra de Canaã, que Eu dou aos filhos de Israel. E Moisés os enviou do deserto de Paran, sobre a boca de JEHOVAH. E voltaram, tanto para Moisés, como para Aharão, como para toda a assembleia dos filhos de Israel, e ao deserto de Paran em Cades, e relataram-lhes o fato, e mostraram-lhes o fruto da terra” (Nm. 12:16; 13:1–3, 26); [5] a ‘sua caminhada do deserto de Paran para explorar a terra de Canaã’ significa que, pelo Divino Humano do Senhor, o reino celeste, designado pela terra de Canaã, seria deles, a saber, dos filhos de Israel, isto é, dos espirituais; mas se então mesmo eles sucumbiram, isso significa a sua fraqueza, e, por isso, que o Senhor cumpriria tudo que estava na Lei, suportaria as tentações e seria vitorioso, e que assim, por Seu Divino Humano, a salvação seria para aqueles que estão na fé da caridade e para aqueles que estão nas tentações nas quais o Senhor é vencedor. É também por isso que o Senhor, quando foi tentado, estava no deserto (Mt. 4:1; Mc. 1:12, 13; Lc 4:1; ver acima, n. 2708).