. Quanto ao que diz respeito a ‘Beersheba’ por sua vez, Beersheba significa o estado e a qualidade da Doutrina, a saber, que ela seja Divina, a que foram adjuntas as coisas racionais humanas, como se pode ver pela série das coisas de que se tratou desde o vers. 22 até este (n. 2613, 2614); e também pela significação da própria palavra na língua original, que é o ‘poço do juramento’ e ‘sete’. Que o ‘poço’ seja a Doutrina da fé, foi visto (n. 2702, 2720); que o juramento seja a conjunção, no n. 2720. O mesmo se dá com a aliança que é feita por juramento (n. 1996, 2003, 2021, 2037); e que ‘sete’ seja o santo, assim, o Divino, ver n. 395, 433, 716, 881; de onde se pode ver que [essa palavra] significa a Doutrina, que em si é Divina, quando adjunta às coisas racionais ou às aparências humanas. [2] Que por isso foi chamado Beersheba, vê-se claramente pelas palavras de Abrahão: “Disse Abrahão: Porque sete cordeiras receberás da minha mão, para que seja a mim por testemunho que cavei este poço. Por isso se chamou aquele lugar Beersheba, porque ali juraram ambos eles, e feriram aliança em Beersheba” (Vers. 30, 31, 32); semelhantemente pelas palavras de Isaque no capítulo 26, mais a frente: “Aconteceu naquele dia, e vieram os servos de Isaque e lhe contaram sobre as causas do poço que cavaram; e disseram-lhe: Achamos águas, e chamou-o Shibeah (juramento e sete); por isso o nome da cidade [é] Beersheba até este dia” (Vers. 32, 33); aí também se trata de ‘poços’ a cujo respeito havia contenda com Abilmelech, e de uma aliança com ele; e por ‘Beersheba’ são significadas as coisas racionais humanas de novo adjuntas à Doutrina da fé; e porque elas eram de novo adjuntas e assim foi feita uma doutrina para a concepção humana, [Beersheba] é chamada cidade. Que a cidade seja o doutrinal em seu conjunto, foi visto (n. 402, 2268, 2450, 2451). Além disso, Beersheba é nomeada em uma semelhante significação quanto ao sentido interno (Gn. 22:19; 26:22, 23; 28:10; 46:1, 5; Js. 15:28; 19:1, 2; 1Sm. 8:2; 1Rs. 19:3; e em um sentido oposto, Am. 5:5; 8:13, 14. [3] A extensão das coisas celestes e espirituais que pertencem à Doutrina é significada, no sentido interno, onde se descreve a extensão da terra de Canaã por ‘desde Dã até Beersheba’; com efeito, pela terra de Canaã é significado o Reino do Senhor, e então a igreja, consequentemente, as coisas celestes e espirituais que pertencem à Doutrina, no Livro dos Juízes: “Saíram todos os filhos de Israel, e congregou-se a assembleia como um só varão desde Dã até Beersheba” (20:1); no Livro de Samuel: “Todo Israel desde Dã até Beersheba” (1Sm. 3:20); em outro lugar: “Passar fazendo o Reino fora da casa de Saul, e estabelecendo o trono de Davi sobre Israel e sobre Judá, desde Dã até Beersheba” (2Sm. 3:10); em outro: “Hushai (disse) a Absalão, que se reunisse todo Israel desde Dã a Beersheba” (2Sm. 17:11); em outro lugar: “Disse Davi a Joab, que percorresse todas as tribos de Israel desde Dã até Beersheba” (2Sm. 24:2, 7); em outro: “Morreu do povo, desde Dã até Beersheba, setenta mil varões” (2Sm. 24:15). No Livro dos Reis: “Habitou Judá debaixo da sua vide e debaixo da sua figueira desde Dã e até Beersheba, [durante] todos dias de Salomão” (1Rs. 4:25).