. Conversei com os anjos a respeito da qualidade desse mútuo e recíproco, e eles disseram que há na mente de um a imagem e a semelhança do outro, e que assim coabitem não apenas em cada coisa particular, mas também nos íntimos da vida, e que o amor e a misericórdia do Senhor podem influir em uma tal unidade [in tale unum] com a bem-aventurança e a felicidade. Disseram também, que aqueles que na vida do corpo viveram em um tal amor conjugal, estão juntos e coabitam no céu como anjos, algumas vezes também com os filhos; mas que pouquíssimos provenham do cristianismo de hoje, enquanto da Igreja Antiquíssima, que foi celeste, todos [lá estão], e da Igreja Antiga, que foi espiritual, há muitos; mas os que viveram no casamento, não pelo amor conjugal, mas por um amor lascivo, esses são separados na outra vida, porque nada de lascivo é tolerado no céu; e que com mais forte razão são separados os que tiveram aversão um pelo outro; e ainda com mais forte razão os que se odiaram; logo que ambos chegam na outra vida se juntam, como quase sempre, mas depois que sofrem coisas duras são separados.