. Há um equivalente do amor conjugal entre alguns [homens], mas a verdade é que se eles não estiverem no amor do bem e do vero, é um amor que parece como conjugal, mas ele existe por causa do amor do mundo ou do amor de si, a saber, a fim de ser servido no lar, de se estar em sossego como no ócio, a fim de ser bem tratado quando se está doente e quando se envelhece, e por causa dos filhos, que são amados. Entre alguns, é um constrangimento por temor da esposa, por causa da reputação, das doenças; entre outros é um amor lascivo que os guia e que parece no primeiro tempo como conjugal, e então há alguma coisa que imita a inocência, pois brincam [os cônjuges] como crianças, percebem a alegria como alguma coisa de celeste, mas no decorrer do tempo eles não se unem, como os que estão no amor conjugal, ainda mais estreitamente, mas até se separam. O amor conjugal também difere entre os cônjuges; com um pode haver mais ou menos, com o outro pouco ou nada, e porque ele difere, o de um pode ser o céu e o do outro o inferno para o outro, a afeição e a recepção determinam essas coisas. * * *