Texto
. Mostrou-se-me como os prazeres do amor conjugal progridem de um lado para o céu, do outro lado, para o inferno; a progressão dos prazeres para o céu consistia em bem-aventuranças e felicidades continuamente aumentando cada vez mais até serem inúmeras e inefáveis, e ainda mais interiormente inúmeras e inefáveis, até alcançarem as bem-aventuranças e as felicidades do céu íntimo, ou [céu] da inocência, e isso por meio da maior liberdade; com efeito, todo livre provém do amor, assim, a maior liberdade provém do amor conjugal que é o celeste mesmo. Mostrou-se, depois, como os prazeres do amor conjugal progridem para o inferno, no fato de se afastarem pouco a pouco do céu, e isso também por um livre aparente, até que afinal dificilmente lhes reste alguma coisa de humano. O mortífero e o infernal em que elas terminam e que foi visto, não podem ser descritos. Um certo espírito que então estava perto de mim, e que também viu tais horrores, apressou-se a ir a frente em direção às sereias, que são tais, gritando que ele ia mostrar-lhes qual era o seu prazer. Ele, a princípio, tinha a ideia do prazer, mas quando pouco a pouco ele chegou mais para a frente, a ideia foi continuada, como a progressão do prazer, até o inferno, e afinal terminou em tais horrores. As sereias são as [mulheres] que viveram na persuasão de que é honesto escortar e adulterar; também foram estimadas pelos que são tais, e gozavam das diversões da vida; a maior parte destas sereias, na outra vida, vêm do mundo cristão, a respeito delas, ver n. 831, 959, 1515, 1983, 2483.