. ‘E pô-lo sobre o altar, em cima da lenha’; que signifique no Humano Divino de Quem é a justiça, é o que se vê pela significação do ‘altar’, que é o Divino Humano do Senhor, como acima se disse (n. 2811); e pela significação da ‘lenha do holocausto’, que é o mérito da justiça (n. 2784, 2798, 2812). O Vero Divino no Humano Divino do Senhor, que suportou as tentações e de quem se acaba de falar, não é o Divino Vero mesmo, porquanto este está acima de toda tentação; mas é o Vero Racional, qual ele está nos anjos, consistindo nas aparências do vero, e é o que é chamado o Filho do homem, mas antes da glorificação. Por sua vez, o Divino Vero do Divino Humano do Senhor glorificado está acima das aparências, e nunca pode vir em entendimento algum seja ele qual for, nem com mais forte razão à concepção do homem, nem sequer à dos anjos, por conseguinte, nunca pode experimentar tentação alguma. Ele aparece nos céus como Luz procedente do Senhor. A respeito desse Divino Vero, ou do Filho do homem glorificado, assim se diz em João: “Jesus disse: Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado n’Ele; se Deus é glorificado n’Ele, também Deus O glorificará em Si mesmo, e imediatamente O glorificará” (13:31, 32). Para que se tenha uma ideia distinta desse secretíssimo arcano, permite-se chamar ao Vero no Senhor que pôde ser tentado e que suportou tentações de “Vero Divino no Humano Divino do Senhor”, mas ao Vero que não pôde ser tentado, ou suportar alguma tentação, porque está glorificado, chamar de “Divino Vero no Divino Humano do Senhor”, como foi também observado frequentemente nas coisas que antecedem.