ac 2819

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. Quanto ao que diz respeito às tentações do Senhor em geral, elas foram exteriores e interiores; e quanto mais elas eram interiores tanto mais eram graves; as tentações íntimas foram descritas em Mt. 26:37, 38, 39, 42, 44; 27:46; Mc. 14:33, 34, 35, 36; Lc. 22:42, 43, 44; mas pode-se ver o que se disse anteriormente sobre as tentações do Senhor, a saber, que o Senhor primeiro tinha combatido a partir dos bens e veros que se apresentavam como bens e como veros (n. 1661); que Ele tenha combatido contra os males do amor de si e do mundo a partir do Amor Divino para com todo o gênero humano (n. 1690, 1691, 1789, 1812, 1813, 1820); que Ele tenha combatido sozinho, a partir do Amor Divino (n. 1812, 1813); que todos os infernos tenham combatido contra o Amor do Senhor, que foi a salvação de todo gênero humano (n. 1820); que o Senhor tenha sustentado as mais graves de todas as tentações (n. 1663, 1668, 1787); que o Senhor, por meio das tentações e vitórias, a partir do [Seu] próprio poder, Se tornou a justiça (n. 1813, 2025). Que a união da Essência Humana com a Divina foi feita pelo Senhor por meio de tentações e vitórias (n. 1737, 1813, 1921, 2025, 2026). Pode-se também ver o que se disse anteriormente sobre as tentações em geral (n. 59, 63, 227, 847). Que a tentação seja um combate a respeito do poder, para decidir se será o bem ou o mal, o vero ou o falso, que deverá dominar (n. 1923); que nas tentações existam indignações e muitas afeições (n. 1917); que as tentações sejam celestes, espirituais e naturais (n. 857); que nas tentações os maus gênios e os maus espíritos atacam o que pertence ao amor, por conseguinte, as coisas que são da vida do homem (n. 847, 1820); o que as tentações produzem (n. 1692, 1717, 1740); que a tentação se efetue para que as coisas corporais sejam subjugadas (n. 857); que os males e os falsos no homem que é regenerado sejam subjugados por meio das tentações, mas não destruídos (n. 868); que o vero seja a primeira coisa do combate (n. 1685); que o homem combata a partir dos bens e dos veros de que ele foi imbuído por meio das cognições, embora em si mesmos eles não sejam nem bens nem veros (n. 1551); que os maus espíritos e os maus gênios excitem os falsos e os males no homem, e que daí provenham as tentações (n. 741, 751, 761); que o homem, nas tentações, considere o Senhor ausente, quando, todavia, então [Ele] está mais presente (n. 840); que o homem, por si próprio, não possa de modo algum suportar os combates das tentações, porque esses combates são contra todos os infernos (n. 1692); que somente o Senhor combata no homem (n. 1661, 1692); que, por meio das tentações, os maus gênios e os maus espíritos sejam privados do poder de fazer o mal e de inspirar o falso no homem (n. 1695, 1717); que as tentações se efetuem nos que têm consciência, e são mais agudas nos que têm a percepção (n. 1668); que hoje rarissimamente se efetuem tentações, mas que há ansiedades que são outra coisa e que vêm de outro lugar (n. 762); que os homens espiritualmente mortos não possam sustentar os combates das tentações (n. 270); que todas as tentações tenham consigo o desespero a respeito do fim (n. 1787, 1820); que depois das tentações haja flutuação (n. 848, 857); que por meio das tentações os bons aprendam que não são senão o mal, e que todas as coisas pertençam à misericórdia (n. 2334); que por meio das tentações sejam mais estreitamente conjugados os bens com os veros (n. 2272); que não se salvem por meio das tentações se sucumbem e nem considerem merecer por causa delas (n. 2273); que em toda tentação haja o livre mais forte do que fora das tentações (n. 1937).

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