Texto
. ‘E disse: Abrahão! Abrahão! E disse: Eis-me [aqui]’; que signifique a percepção da consolação no Divino Bem do Racional depois da tentação, pode-se ver pela significação de ‘dizer’ nos históricos da Palavra, que é perceber, assim como foi muitas vezes explicado. Aqui, que seja a percepção no Divino Bem do Racional, vem daí, porque aqui, por Abrahão, é significado o Divino Bem do Racional ou do Humano do Senhor. O que seria a percepção no Divino Bem do Racional, não é possível explicar de modo a ser compreendido, porquanto antes que seja explicada, deveria ser formada uma ideia do Divino Humano do Senhor a partir da cognição de muitas coisas; se essa ideia não fosse previamente formada, todas as coisas que dissessem respeito à explicação cairiam em ideias quer vazias quer obscuras, que ou perverteriam os veros ou os misturariam com o que não lhes convém. Neste versículo, trata-se do primeiro estado depois da tentação do Senhor, estado que é o da consolação; razão por que agora não se diz mais DEUS, mas JEHOVAH. Com efeito, diz-se Deus quando se trata do Vero a partir do qual combate, mas se diz JEHOVAH quando se trata do bem do qual procedeu a consolação (n. 2769). Toda consolação depois da tentação é insinuada no bem, pois toda alegria procede do bem e do bem ela passa para o vero. Aqui, por isso, por Abrahão é significado o Divino Bem do Racional, como também em muitas outras passagens, e então ele é nomeado com JEHOVAH no mesmo versículo.