Texto
. No entanto, a Palavra na Igreja Antiga, que existiu depois do dilúvio, se originou daí; o homem dessa Igreja, porque foi espiritual (mas não celeste) conhecia mas não percebia o que as coisas representativas e significativas envolviam, e porque elas envolviam coisas Divinas, entre eles cessaram para o uso e foram aplicadas ao seu culto Divino; e isso por esta causa, para que tivessem comunicação com o céu; pois, como foi dito, todas as coisas que estão no mundo representam e significam coisas tais que existem no céu. Eles também tiveram uma Palavra escrita que consistia em históricos e proféticos como a Palavra do Antigo Testamento, mas tal Palavra, com a sucessão dos tempos, foi perdida; os históricos eram chamados as ‘Guerras de JEHOVAH’, e os proféticos eram chamados os ‘Enunciados’, como consta em Moisés (Nm. 21:14, 27), onde eles são citados. Os seus históricos tinham sido escritos em estilos proféticos e, quanto a maior parte, eram históricos compostos como os que estão no Gênesis (do capítulo 1 ao 11), como se pode ver pelas passagens que deles são extraídas em Moisés, onde estão estas palavras:
“Por isso se diz no LIVRO DAS GUERRAS DE JEHOVAH: Vaheb em Suph e os ribeiros de Arnon, e o curso dos ribeiros que declinou para habilitar Ar, e se encosta no limite de Moab” (Nm. 21:14, 15).
Os seus proféticos tinham sido escritos como os Profetas do Antigo Testamento, como também se vê pelas passagens que são extraídas daí em Moisés, onde se acham estas palavras:
“Por isso dizem os ENUNCIADOS (ou os Enunciadores Proféticos): Vinde a Hesbon, será edificada e solidificada a cidade de Sihon; porque o fogo saiu de Hesbon, a chama, da cidade de Sihon, e devorou o Ar de Moab, os senhores dos lugares altos de Arnon. Ai de ti, Moab! Pereceste, povo de Kemosh; deu os seus filhos que se escapavam, e as suas filhas em cativeiro ao rei amorreu Sihon; e com flechas acometemo-los; pereceu Hesbon até Dibon, e devastamos até a Nophach, que [vai] até Medeb” (Nm. 21:27, 28, 30).
Que essas profecias encerrem arcanos celestes do mesmo modo que as profecias do Antigo Testamento, é o que se vê manifestamente, não só pelo fato de terem sido extraídas por Moisés e aplicadas ao estado de coisas de que então se tratava, mas também porque quase as mesmas palavras se leem em Jeremias e ali foram insertas em profecias, nas quais há tantos arcanos celestes quantas são as palavras, como se pode ver pelo que se disse sobre o sentido interno da Palavra; elas estão assim em Jeremias:
“O fogo saiu de Hesbon, e a chama dentre Sihon, e devorou o ângulo de Moab, e na moleira dos filhos do riso. Ai de ti, Moab! Pereceu o povo de Kemosh, porque foram tomados os teus filhos em cativeiro, e as tuas filhas em cativeiro” (48:45, 46);
daí é ainda evidente que essa Palavra também tinha um sentido interno. (A respeito da Igreja Antiga, que existiu depois do dilúvio, ver os n. 640, 641, 765, 1238, 1327, 2385.)