Texto
. ‘Cem anos e vinte anos e sete anos’; que signifique a plenitude deles, vê-se pela significação de ‘cem’, que é o pleno (n. 2636); pela significação de ‘vinte’ ou de ‘duas vezes dez’, que é também o pleno (n. 1988); e pela significação de ‘sete’, que é a santidade (n. 395, 433, 716, 881); é, portanto, a plenitude ou o fim da santidade da igreja, que é aqui significada. Que todos os números na Palavra signifiquem coisas, é o que se viu (n. 482, 487, 647, 648, 755, 813, 1963, 1988, 2075, 2252).
[2] A plenitude deles, a saber, a plenitude dos estados e dos tempos da igreja, significa o fim deles. Acontece com a igreja como acontece com as idades do homem, das quais a primeira é a infância, a segunda, a adolescência, a terceira, a idade adulta; a quarta é a velhice; essa velhice é chamada a plenitude ou o fim. Dá-se também [com a igreja] como com os tempos e os estados do ano, dos quais o primeiro é a primavera, o segundo, o verão, o terceiro, o outono, e o quarto, o inverno, este é o fim do ano. Sucede o mesmo ainda com os tempos e os estados do dia: o primeiro é o da aurora, o segundo, o do meio-dia, o terceiro, o da tarde, e o quarto, o da noite; quando esta chega, é a plenitude ou o fim. A uns e a outros são também comparados, na Palavra, os estados da igreja, e eles são significados por eles mesmos, porque os estados são significados pelos tempos (n. 2625, 2788, 2837).
[3] O bem e vero, entre os que são pela igreja, tem por costume decrescer assim, e quando não há mais bem e vero, ou, como se diz, nenhuma fé, isto é, nenhuma caridade, então a igreja chegou a sua velhice, ou a seu inverno, ou a sua noite; e então o seu tempo e o seu estado são denominados decisão, consumação e cumprimento (n. 1857). Quando se diz do Senhor que Ele vem ao mundo na plenitude dos tempos, ou, quando houve plenitude, significa o mesmo, pois então não havia mais bem algum, nem sequer o bem natural, por conseguinte, nenhum vero. São essas as coisas que são especificamente significadas pelas que estão neste versículo.