Texto
. Que ‘entre mim e entre ti, o que é isto?’ signifique que ele consentia, mas ainda queria por si próprio, a saber, se preparar ou reformar, pode-se ver pelo sentido da letra aplicado ao sentido interno, no qual se trata da reforma. Acima foi dito por Efron: “Dou a ti o campo, e a caverna que há nele, dou-a a ti” (vers. 11), pelo que é significado que eles queriam, por si mesmos, se preparar quanto às coisas que pertencem à igreja e à fé, isto é, reformar a si mesmos. Que o primeiro estado dos que são reformados seja tal, foi visto (n. 2946); mas quando eles progridem ulteriormente nas cognições do vero ou da fé, é então o segundo estado deles, em que de fato eles consentem, mas ainda querem por si próprios. Trata-se deste [segundo] estado neste versículo; mas o terceiro estado, que consiste em que creiam ser reformados pelo Senhor, será em breve descrito. Que eles sejam tais no começo, a causa foi dada acima (n. 2946); que, porém, quando progridem nas cognições do vero ou da fé, eles reconheçam que de fato são reformados pelo Senhor, mas queriam ainda sê-lo por si próprios, a causa é porque a nuvem da ignorância é sucessivamente dissipada, e como as confirmações do vero se corroboram com o tempo, o bem se aperfeiçoa na medida em que são imbuídos das cognições do vero. O bem mesmo, em que foi implantado o vero, faz que não só eles reconheçam, como também creiam que a reforma é feita pelo Senhor. É este o terceiro estado, que é seguido do quarto estado, a saber, que eles percebem que [ela] é [feita] pelo Senhor. Mas há poucos que, na vida do corpo, chegam a esse estado; com efeito, é um estado angélico; contudo, os que foram regenerados entram nesse estado na outra vida. Daí é evidente que aqui, no sentido interno, se descreve o homem da igreja espiritual tal qual é seu estado quando ele ainda é imaturo, e tal qual ele é quando começa a amadurecer, e enfim quando ele se torna maduro.