. O que está contido nestes três versículos, no sentido interno, pode-se por um certo tempo ver pela explicação; mas porque as coisas explicadas estão esparsas, não se pode tornar evidente o que em série elas envolvem, exceto se forem consideradas reunidas em uma única ideia e se então a intuição for afastada do sentido da letra. A intuição, enquanto estiver nesse sentido, não apenas perturba a ideia, mas também a mantém na dúvida, e o quanto ela estiver na dúvida, outro tanto a mente fica obscurecida. Aqui se descreve sumariamente o processo como o vero se mostra pelos conhecimentos, e como por eles ele é elevado do homem natural ao racional, e se torna vero racional, e no Senhor, Vero Divino, a saber, que isso foi feito por meio do influxo do Divino Amor no Humano, de quem procedia a afeição do vero na qual há a inocência. É por um tal influxo que os conhecimentos, que estavam no homem natural, foram iluminados, e que se manifestaram os veros que, no Racional, deviam ser elevados e que deviam estar ali conjungidos ao Bem do Amor Divino. Essas mesmas coisas são mais particularmente descritas no que vai se seguir; mas quem não sabe que todas as coisas, em geral e em particular, são dispostas mesmo no homem natural, pelo influxo do amor e a partir desse influxo pela afeição em que está a inocência, não pode ter, a respeito dessas coisas que acima agora foram ditas, senão uma ideia muitíssimo obscura, se é que pode ter alguma.