. ‘E eis [que] sai Rebeca’; que signifique a afeição do vero oriunda das coisas doutrinais, vê-se pela representação de ‘Rebeca’, que é o Vero Divino que deve ser conjungido ao Divino Bem do Racional; mas aqui, antes que ela tenha sido desposada, ela reveste a representação da afeição do vero oriunda dos doutrinais, pois daí vem o vero. De fato, o vero não é o vero se não houver vida nele; a vida nele é a afeição que pertence ao amor. Que Rebeca represente o Vero Divino que deve ser conjungido com o Bem Divino do Racional, vê-se claramente por cada uma das coisas que estão no sentido interno deste capítulo, e ainda por isto: que Isaque represente o Divino Racional do Senhor (n. 1893, 2066, 2083, 2630); assim, Rebeca, que se tornou a esposa de Isaque, representa aquilo que, no Racional, foi conjunto, assim como uma esposa ao marido; que este seja o Divino Vero, pode-se ver. Com efeito, Abrahão representou semelhantemente o Divino Bem mesmo, e Sarah, sua esposa, o Divino Vero mesmo conjunto ao Divino Bem (n. 1468, 1901, 2063, 2065, 2904); do mesmo modo Isaque e Rebeca, mas no Divino Humano do Senhor, a saber, no Racional d’Ele. Em geral, na Palavra, pelo marido é significado o bem, e pela esposa dele, o vero (n. 1468, 2517). A essência de todo casamento, isto é, o amor conjugal, provém mesmo do Casamento Divino do Bem e do Vero e do Vero e do Bem no Senhor (n. 2508, 2618, 2728, 2729, 2803). Que a afeição do vero provenha dos doutrinais, é porque se diz que Rebeca ‘saiu’, a saber, da cidade; que pela ‘cidade’ são significados os doutrinais, foi visto (n. 402, 2451); os veros também provêm dos doutrinais.