. ‘E o cântaro dela sobre o ombro dela’; que signifique as recepções do vero, e o empenho, vê-se pela significação do ‘cântaro’, que é o conhecimento, assim o receptáculo do vero (n. 3068); e pela significação do ‘ombro’, que é todo o poder, assim, o empenho (n. 1085). Que os ‘cântaros’, ou ‘jarros’, então os vasos em geral, no sentido interno, signifiquem as coisas que estão no lugar de um receptáculo, como são os conhecimentos e as cognições relativamente aos veros, e os veros mesmos relativamente ao bem, é o que se pode ver por muitas passagens na Palavra; os vasos do templo e do altar não significam outra coisa, e até eram santos, porque tinham essas significações; a santidade não lhes vinha de outra parte; é por isso que, [2] quando Belsazar com os grandes [da corte] e as suas esposas bebia o vinho dos vasos de ouro e prata, que Nabucodonosor, pai dele, tinha levado do templo de Jerusalém, e cantavam os louvores aos deuses de ouro e de prata, de bronze, de ferro, de madeira, de pedra, que então apareceu a escrita na parede do seu palácio” (Dn. 5:2 e seguintes); os vasos de ouro e de prata estão no lugar das cognições do bem e do vero, que foram profanados, porquanto os caldeus designam aqueles que estão nas cognições, mas que foram profanadas pelos falsos que estão com eles (n. 1368), de sorte que as cognições lhes servem para honrar deuses de ouro e prata. De fato, Belsazar é chamado rei dos caldeus (ibid, vers. 30). [3] Que os vasos signifiquem os externos dos espirituais, é ainda evidente por outras passagens na Palavra, como em Isaías: “Do mesmo modo que os filhos de Israel trazem a oferta em um vaso limpo à casa de JEHOVAH” (66:20); onde se trata do Reino do Senhor; a oferta em um vaso limpo é um representativo do homem externo relativamente ao [homem] interno, quem traz a oferta é o [homem] interno; o vaso limpo é o [homem] externo que concorda; assim, são as coisas que estão no externo, a saber, os conhecimentos, as cognições, as coisas doutrinais. [4] Em Jeremias: “[...] O clamor de Jerusalém subiu; e os grandes mandaram os menores às águas, vieram às covas, não encontraram águas, voltaram com os vasos deles vazios; e ficaram envergonhados, ...” (14:2, 3); os ‘vasos vazios’ estão pelas cognições nas quais não há o vero, e também os veros nos quais não há o bem. No mesmo: “Devorou-me, perturbou-me Nabucodonosor, rei de Babel, e constituiu-me vaso vazio [...]” (Jr. 51:34); o ‘vaso vazio’ está por semelhantes cognições e semelhantes veros. Que seja Babel que devasta, foi visto (n. 1327). Em Moisés: “Como vales [eles] são plantados, como jardins junto a um rio, correrão as águas dos baldes, e a semente deles [será] para as águas abundantes” (Nm. 24:6, 7); é um enunciado de Balaão a respeito de Jacó e Israel; ‘correrão as águas dos baldes’ está por que os veros virão das cognições. [5] Na Parábola a respeito das dez virgens, “das quais cinco tomaram, com as suas lâmpadas, azeite em seus vasos, enquanto as insensatas não” (Mt. 25:4); pelas ‘virgens’ são significadas as afeições; pelas ‘prudentes, que tomaram azeite em seus vasos’, é significado que o bem está nos veros, e que assim a caridade está na fé; que o ‘azeite’ seja o bem, foi visto (n. 886); as ‘lâmpadas’ estão no lugar do amor.