. ‘E a menina [era] de muito boa aparência’; que signifique a beleza da afeição do vero, é o que se vê pela significação da ‘menina’, que é a afeição em que há a inocência (n. 3067). Que ‘de muito boa aparência’ signifique a beleza, e aqui, [a beleza] da afeição do vero, porque se diz menina, isso vem de que toda beleza existe pelo bem em que há inocência; o bem mesmo, quando influi do homem interno no [homem] externo, faz o belo; todo o belo humano vem daí. Isto também se pode ver por isso, que uma pessoa não é afetada pela face de outra, mas pela afeição que se manifesta da face; e que aqueles que estão no bem são afetados da afeição do bem que se manifesta sobre a face [quae ibi], e isso na proporção da inocência que há no bem; assim, o que afeta é o espiritual no natural, mas não o natural sem o espiritual. Aqueles que estão no bem são afetados igualmente pelas crianças, que lhes parecem belas na proporção em que há a inocência da caridade na face, nos gestos, na linguagem. Que seja a bondade e caridade que forma e faz o belo, foi visto (n. 553); daí vem, pois, que a ‘menina de muito boa aparência’ signifique a beleza da afeição do vero, em que está o bem.