. ‘Faze-me sorver, peço[-te], um pouco da água do teu cântaro’; que signifique se daí alguma coisa de vero poderia ser conjunta, isso é evidente pela significação de ‘sorver’, que é semelhante a ‘beber’, mas no diminutivo, porque se deve examinar. Que ‘beber’ seja perceber, foi visto (n. 3069); ‘beber’ é também, no sentido interno, ser comunicado e se conjungir, e é predicado do espiritual, assim como ‘comer’ é predicado do celeste (n. 2187, 2343); e pela significação da ‘água’, que é o vero (n. 680, 739, 2702); aqui, portanto, por ‘faze-me sorver, peço[-te], um pouco da água do teu cântaro’ é significado o ato de examinar se alguma coisa de vero que procede daí poderia se conjungir; o ‘cântaro’ é o recipiente em que e do qual há o vero (n. 3068, 3079). Que haja o exame, vem disso, porque a primeira afeição do vero teve também consigo alguma coisa de materno que devia ser separada (n. 3040, 3078). No homem que deve ser regenerado assim acontece, que a sua primeira afeição do vero é bastante impura, porquanto há nele afeição do uso e do fim por causa de si, por causa do mundo, por causa da glória no céu e coisas semelhantes que se voltam para si, mas não para o [bem] comum nem para o Reino do Senhor, e menos ainda para o Senhor. Não é possível que tal afeição não preceda; ainda assim, ela é, todavia, sucessivamente purificada pelo Senhor, até que, por fim, os falsos e os males são afastados e, por assim dizer, lançados juntos para periferia; contudo, eles serviram de meios.