. ‘E disse: Também tirarei [água] para teus camelos, até que tenham acabado de beber’; que signifique o recíproco, quanto a iluminação de todos os conhecimentos no homem natural, é o que se faz evidente pela significação dos ‘camelos’, que são os conhecimentos gerais no homem natural (n. 3048, 3071); e pela significação de ‘tirar’ [haurire], a saber, água, que é instruir, e também iluminar (n. 3058, 3071). Que seja o recíproco, é evidente, porque ela disse que ela faria, e também fez, a saber, tirou água para os camelos. A iluminação, de que aqui se trata, procede da parte do vero, ainda que ela provenha do bem por meio do vero. Com a iluminação dos conhecimentos no homem natural assim acontece: toda iluminação é proveniente do bem, pois o bem, que pertence ao amor, é comparativamente como a chama do sol da qual provêm o calor e a luz; o vero por sua vez é como o objeto pelo qual a chama brilha; daí, pela luz há iluminação; mas tal qual é a luz que daí provém, tal é a iluminação. [2] Não há outro que receba o bem senão o vero, mas tal qual é o vero, tal é a recepção, e tal é, pois, a iluminação. Quando há, portanto, iluminação pelo vero, então a iluminação parece proceder do vero, como se lhe pertencesse, embora pertença ao bem que brilha assim através do vero. A iluminação do bem pelo vero penetra além e afeta mais profundamente e produz a afeição inferior do vero, da qual se tratará em breve. A luz do céu provém do Divino Bem do Senhor por meio do Divino Vero d’Ele, e porque é pelo Divino Vero em Seu Humano, ela penetra não apenas até os celestes, mas também até os espirituais, e ilumina pela sabedoria e pela inteligência a todos que estão no céu. Como essas coisas assim acontecem, por isso no sentido interno da Palavra tanto se trata do Divino Bem e do Divino Vero no Humano do Senhor; neste lugar se trata da primeira iluminação do Vero pelo Bem, e do Bem por meio do Vero.