Texto
. ‘E se apressava, e esvaziava o seu cântaro no canal’; que signifique a separação da afeição do vero, que era iniciada no bem Divino, é o que se vê pela significação de ‘esvaziar o cântaro’, que é separar o vero; com efeito, pelo cântaro, assim como pelo vaso que contém, não é apenas significado o conhecimento no qual está o vero, mas também o vero em que está o bem (ver n. 3068, 3079). Aqui, como se trata da iniciação, é o Vero que é iniciado pelo bem Divino; e porque o Vero mesmo nunca se conjunge ao Bem a não ser por sua afeição (n. 3024, começo do 3066), porquanto na afeição está a vida pela qual há conjunção, por isso aqui é a afeição do vero que é entendida. Depois, pela significação do ‘canal’, ou bebedouro, que é o bem do Vero, pois a ‘água no canal’ significa o vero (n. 739, 2702), e o próprio canal semelhantemente à madeira, a saber, o bem (n. 2784, 2812). O bem do vero é o que é produzido pelo bem por meio do vero e é, por assim dizer, uma prole nascida do vero como de uma mãe, e do bem como de um pai. Todo bem genuíno que está no homem natural provém daí, ou seja, do casamento do bem e do vero do Racional; é este bem que é denominado o ‘bem do vero’, e é significado, na Palavra, pelo canal ou bebedouro.