. ‘E disse: Filha de quem [és] tu?’; que signifique um exame ulterior a respeito da inocência, é o que se vê pela pergunta ‘filha de quem?’, que é um exame; aqui, que é ulterior, é evidente pelas coisas que antes foram ditas (n. 3088 e 3101); que seja a respeito da inocência, vê-se pela significação de ‘menina’, que é a afeição em que há a inocência (n. 3067); aqui, na realidade não se menciona menina, mas porque nos vers. 14 e 16, Rebeca é chamada menina, e aqui é para ela a pergunta, não é outra senão a menina que é significada por ‘tu’. [2] Quanto ao que diz respeito a coisa mesma, a saber, que o vero tenha sido examinado, de que inocência seria, e logo depois de que caridade, antes que ele fosse iniciado no bem e conjunto a ele, isso não pode senão se mostrar surpreendente àqueles que não têm nenhuma cognição dessa coisa; mas saibam, entretanto, que acerca da iniciação e da conjunção do vero com o bem em cada homem há um exame feito com o maior cuidado, e tal que excede toda a sua fé; para o mesmíssimo bem nunca é admitido outro senão o mesmíssimo vero; quando algum vero que não é assim se aproxima , não se conjunge com o bem mesmo, mas sim com algum bem que em si não é o bem, mas se mostra como bem; se o falso se aproxima, o bem se retira para dentro, e o falso se conjunge de fora com algum mal que ele crê ser um bem. [3] Essa disposição Divina é feita pelo Senhor por intermédio dos espíritos e dos anjos, e é secretíssima neste mundo, mas conhecidíssima no outro; qualquer um também que for [dotado] de uma razão sã pode conhecer isso, ou ao menos compreender. Com efeito, o mal e falso é o inferno e influi do inferno; o bem e vero, por sua vez, é o céu, e mesmo pelo céu influi do Senhor; porque é assim, o mal e o vero não podem se conjungir mais do que o inferno ao céu; por essa razão, há neles uma balança muitíssimo precisa, mais precisa do que jamais alguém pode crer. É isto que agora se entende pelo exame.