. ‘Conta-me, peço, será que há na casa do teu pai lugar para nós, para pernoitar?’; que signifique o exame a respeito do bem da caridade, é o que se vê pela significação de ‘conta-me, peço’, que é o exame; pela significação da ‘casa’, que é o bem (n. 2048, 2233, 2331); pela significação do ‘pai’ aqui, a saber, de ‘Bethuel’, que é o bem da caridade tal qual ele está nas nações mais probas (n. 2865); até mesmo a origem da afeição do vero, que Rebeca representa, veio de um tal bem; e pela significação do ‘lugar para pernoitar’, que é o estado de permanência, de se tratará abaixo (n. 3115). [2] Que o exame a respeito da origem da afeição do vero quanto à inocência e quanto ao bem da caridade seja descrito no sentido interno, a causa é, porque o vero que deve ser iniciado e conjunto ao bem não tira de outro lugar a sua primeira origem, como se pode ver por todos aqueles em que o vero é recebido e casado com bem. Dentro da igreja, aqueles que não têm coisa alguma da inocência e da caridade para com o próximo, seja qual for o modo pelo qual eles conheçam o vero e o professem de boca, nunca reconhecem de coração. Fora da igreja, os gentios que são chamados ao vero da fé, ou que são instruídos a respeito dele na outra vida, não recebem outros senão os que estão na inocência e que vivem entre si em uma mútua caridade; com efeito, a inocência e a caridade fazem o húmus no qual as sementes do vero podem estender raiz e germinar.