Texto
. ‘Também [há] palha’; que signifique os veros do conhecimento; ‘também muito pasto’; que signifique os seus bens, vê-se pela significação da ‘palha’ e do ‘pasto’. Que a ‘palha’ signifique os veros do conhecimento, a causa é, porque é predicada dos camelos, para os quais tal é a comida; de fato, como pelos camelos é significado o homem natural quanto aos conhecimentos gerais ali [nele], então pela comida dele, a saber, pela ‘palha’, outra coisa não pode ser significada, pois não há para esse homem outra comida que pertence à sua vida, a nutrição dele vem daí. Com efeito, se para ele faltasse tal comida, a saber, o conhecer, ele não subsistiria; que assim seja, vê-se pela vida depois da morte, pois então há tais [veros do conhecimento] para os espíritos no lugar da comida (ver os n. 56, 57, 58, 680, 681, 1480, 1695, 1973, 1974). No homem natural, assim como no [homem] racional, há no geral duas coisas que constituem a sua essência, a saber, os intelectuais e os voluntários; aos intelectuais pertencem os veros, aos voluntários pertencem os bens. Os veros do homem natural são os veros do conhecimento, a saber, qualquer uma das coisas que estão na sua memória externa, e essas são as que são significadas pela ‘palha’ quando se trata dos camelos, e também dos cavalos, de mulos e jumentos. Os bens do homem natural, por sua vez, são os prazeres, principalmente os que pertencem à afeição desses veros.