Texto
. Nesses três versículos se trata do exame do vero que deve ser iniciado e, assim, conjunto ao bem, e na realidade principalmente de que origem [ele é], pois todas e cada uma das coisas dependem da origem; as derivações tiram daí, como de sua raiz ou como de sua semente, a sua forma, do mesmo modo como da sua a planta ou a árvore. São essas as coisas que o Senhor de Seu Divino viu e examinou n’Ele, e da Sua própria sabedoria e inteligência Ele as iniciou, a saber, os veros do bem do Racional. O exame mesmo é aqui descrito no sentido interno, mas as coisas que eles contêm não podem ser explicadas senão a pouquíssimos. Há também um exame em cada homem que é reformado depois que recebe as relíquias, mas o homem não conhece a menor coisa a respeito desse exame; esse exame está para ele de tal modo no obscuro, que ele nem sequer crê que ele existe, quando entretanto ele acontece em todos os momentos, mas pelo Senhor, Que é Quem, só, vê o estado do homem, não apenas o estado presente, mas também o estado futuro pela eternidade. O exame é um apuradíssimo livramento, nem o mínimo de falso se conjunge com o bem, nem o mínimo de vero se conjunge ao mal; se essa conjunção acontecesse, o homem pereceria pela eternidade. Com efeito, ele então penderia [suspenso] na outra vida entre o inferno e o céu, e seria, por causa do bem, rejeitado do inferno e, por causa do mal, do céu.