Texto
. ‘E sucedeu [que], ao ver o pendente e as pulseiras sobre as mãos da sua irmã’; que signifique quando apercebia o Divino Bem e o Divino Vero no poder da afeição do Vero, a qual é a irmã, é isso evidente pela significação de ‘ver’, que é perceber (n. 2150); pela significação do ‘pendente’, que é o Divino Bem (n. 3103, 3105); pela significação das ‘pulseiras’, que é o Divino Vero (também n. 3103, 3105); pela significação das ‘mãos’, que é o poder (n. 878, 3091); e pela significação da ‘irmã’, que é a afeição do vero (n. 2508, 2524, 2556); das quais se vê que ‘ver o pendente e as pulseiras sobre as mãos da sua irmã’ seja aperceber o Divino Bem e o Divino Vero no poder da afeição do vero.
[2] Isto assim se tem: A conjunção do Divino Bem e do Divino Vero no Senhor é o casamento Divino mesmo, do qual provém o casamento celeste, que é semelhante ao do bem e do vero, desse casamento provém também o amor conjugal (ver n. 2727 ao 2759). Daí vem que, na Palavra, onde se trata do casamento, que, no sentido interno, seja significado o casamento celeste que é [o casamento] do bem e do vero e, no sentido supremo, o casamento Divino, que está no Senhor; por isso é que aqui pelo casamento entre Isaque e Rebeca não se entende outra coisa. A conjunção do bem e do vero é o casamento mesmo, mas a iniciação é o esponsal183, ou seja, o estado que precede o casamento; mas o estado que precede os esponsais é o que aqui se descreve; nesse estado, assim como está no poder da menina ser desposada e, em seguida, como esposa se conjungir ao marido, assim também está no poder da afeição do vero ser iniciada ao Divino Vero, e assim se conjungir ao Divino Bem. E, além disso, na primeira e, em seguida, em toda afeição do vero no Senhor, havia intimamente o Divino Bem mesmo e o Divino Vero mesmo, porque Ele mesmo era JEHOVAH; daí o poder de que aqui se trata.