. ‘Eis Rebeca diante de ti, toma[-a] e vai, e seja mulher para o filho do teu senhor, como falou JEHOVAH’; que signifique o consentimento inspirado do Senhor [ex Domino], pode-se também ver pela explicação de cada palavra, das quais a conclusão geral, no sentido interno, é este consentimento. A coisa mesma assim se tem: Quando o Senhor viveu no mundo, Ele, de Seu próprio poder, fez Divino o Humano que havia n’Ele; o Humano começa no íntimo do Racional (n. 2106, 2124); descreve-se aqui como Ele o fez Divino, a saber, do mesmo modo que anteriormente quanto ao Bem, assim agora quanto ao Vero, pois o Racional se constitui de bem e vero; o Bem aí estava a partir do Divino mesmo do Senhor, isto é, do Pai JEHOVAH, de Quem Ele foi concebido; mas o Vero devia ser adquirido pelo caminho ordinário, assim como nos outros homens. [2] Sabe-se, com efeito, que o homem não nasce racional, mas somente na potência para que possa se tornar, e que se torna por meio dos conhecimentos, a saber, por meio das cognições de vários gêneros e espécies, das quais as primeiras são meios para chegar às que seguem mais de perto, e assim em ordem até as últimos, que pertencem às coisas espirituais do Reino do Senhor e que são denominadas doutrinais. Sabe-se também que estas são aprendidas, em parte da doutrina da fé, em parte imediatamente da Palavra e, depois, em parte pela própria aplicação de cada uma; essas coisas doutrinais, enquanto estiverem unicamente na memória, são apenas veros do conhecimento, e não são ainda apropriados ao homem como sendo dele, mas só lhes são primeiramente apropriados quando começa a amá-los por causa da vida, e mais ainda quando ele os aplica à vida. Quando isso acontece, os veros são elevados da memória natural ao racional e ali são conjungidos ao bem; e quando foram conjuntos, não mais pertencem à ciência, mas sim à vida, pois então o homem não aprende mais a partir dos veros como ele deve viver, mas vive a partir deles, assim, os veros lhe são apropriados e se tornam [coisa] da vontade. É assim que o homem entra no casamento celeste; pois o casamento celeste é a conjunção do bem e do vero no racional. Essas coisas são feitas pelo Senhor nos homens. [3] Mas o Senhor fez todas essas coisas em Si próprio por Si mesmo; e do Divino mesmo não apenas gerou o Racional quanto ao Bem, mas também por meio deste [Racional] também [gerou] o Natural quanto ao Vero, que Ele conjungiu ao bem. O Bem é, de fato, quem escolhe para si o Vero e também forma, pois o Bem não reconhece outra coisa por vero senão o que concorda; assim, o Bem Divino, que pertencia ao Senhor, fez para Si mesmo o Vero, e não reconheceu outro por Vero senão o que concordasse com o Divino Bem, isto é, o que fosse Divino a partir d’Ele mesmo, assim, tudo em geral e em particular proveniente do próprio poder. Estas são as coisas que são significadas pelo reconhecimento de que isso pertencia somente ao Senhor, e pelo consentimento pelo Senhor.