. ‘E a ama dela’; que signifique pela inocência que ela tinha, a saber, a qual também enviaram, isto é, separaram de si, é o que se pode ver pela significação da ‘ama’, ou a que amamenta, que é a inocência. São lembrados algumas vezes na Palavra, os que mamam e as que amamentam, e pelos que mamam é significado o primeiro estado das crianças; que este estado é o estado de inocência é evidente. Com efeito, desde o primeiro momento que nasce, o homem é introduzido no estado de inocência, a fim de que esse estado seja o plano dos outros estados e o íntimo neles, estado que é significado na Palavra pela criancinha que mama; em seguida [é introduzido] no estado da afeição do bem celeste, isto é, do amor para com os pais, que nelas está no lugar do amor ao Senhor, esse estado é significado pela criança; depois, [é introduzido] no estado da afeição do bem espiritual, ou seja, do amor mútuo, isto é, da caridade para com os seus semelhantes, estado que é significado pelos meninos; quando ele cresce ainda mais, ele é introduzido no estado da afeição do vero, estado que é significado pelos jovens; mas os estados seguintes o são pelos varões e, finalmente, pelos velhos. Este último estado, que é significado pelos velhos, é o estado da sabedoria, em que há a inocência da [primeira] infância; assim, o primeiro estado e o último são unidos, e o homem, quando velho, é introduzido no Reino do Senhor, como uma criança novamente, mas sábio. [2] Daí se pode ver que a inocência é o primeiro estado, que é o da criancinha que mama; a ama mesma, ou seja, a que dá de mamar significa, portanto, também a inocência, pois pelo que dá e pelo que recebe, assim como pelo agente e pelo paciente, é semelhantemente percebido o estado. Diz-se, aqui, que eles também enviaram a ama (ou a que dá de mamar), pelo motivo que se descrevesse a afeição do vero, a saber, que ela devia proceder da inocência, pois a afeição do vero não é afeição do vero exceto se houver nela a inocência (n. 2526, 2780, 3111). Com efeito, por meio da inocência, o Senhor influi nessa afeição, e na realidade com a sabedoria, pois a verdadeira inocência é a sabedoria mesma (ver n. 2305, 2306), e aqueles que nela estão aparecem aos olhos dos anjos como crianças (n. 154, 2306). [3] Que ‘aquele que mama’ signifique a inocência, vê-se também por outras passagens da Palavra, como em Davi: “Pela boca das crianças e dos que mamam, fundaste a força” (Sl. 8:3 [Em JFA, 8:2]; Mt. 21:16); onde as ‘crianças’ estão no lugar do amor celeste, e ‘os que mamam’ no lugar da inocência. Em Jeremias: “Por que vós fazeis um mal grande contra as vossas almas, para cortar para vós o varão e a mulher, a criança e o que mama do meio de Judá, para que [Eu] não faça relíquias [em] vós?” (44:7); onde a ‘criança’ e ‘aquele que mama’ são igualmente o amor celeste e a sua inocência, os quais tornando-se nulos, então não há mais relíquia alguma, isto é, não há mais nenhum bem e vero permanecendo escondidos pelo Senhor no homem interno (que são essas as relíquias ou os restos, foi visto, n. 1906, 2284); com efeito, todos os veros perecem junto com a inocência, porquanto a inocência procede imediatamente do Divino mesmo, assim, ela é o essencial mesmo nos bens e veros. [4] No mesmo: “A criança e aquele que mama desfalecem nas praças da cidade” (Lm. 2:11); mesma significação. No mesmo: “As baleias apresentam a mama, dão de mamar a suas crias; a filha do meu povo [é] cruel; prendeu a língua do que mama ao paladar dela na sede, as crianças pediram pão, ninguém lhes ofereceu” (Lm. 4:3, 4); ‘aquele que mama’ também está no lugar da inocência, e as ‘crianças’ no lugar das afeições do bem. Em Moisés: “Fora destruirá a espada, e nos quartos o terror [destruirá], e também o jovem, e também a virgem, e também a que mama junto com o varão velho” (Dt. 32:25); ‘a espada que destruirá o jovem, a virgem, a criança que mama junto com o varão velho’, está pelo falso que destruirá a afeição do vero e a afeição do bem, assim como a inocência com a sabedoria. Em Isaías: “Trarão os teus filhos no seio, e as tuas filhas sobre o ombro portarão, e serão os reis os teus alimentadores, e as senhoras deles as tuas amas” (49:22, 23); os ‘reis alimentadores’ estão pela inteligência; as ‘senhoras amas’ estão pela sabedoria, que essa pertença à inocência, foi dito acima.