Texto
. ‘E Isaque veio vindo [de] Beer-lahai-roi’; que signifique o Divino Bem Racional nascido do Divino Vero mesmo, vê-se pela representação de Isaque, que é o Divino Racional do Senhor (n. 2083, 2630); aqui, quanto ao Divino Bem que está nesse Racional, porque o Divino Vero proveniente do natural, que é representado por Rebeca, ainda não lhe tinha sido conjunto (nas coisas que agora se seguirão se tratará da conjunção); e pela significação de ‘vir vindo de Beer-lahai-roi’, que é ser nascido do Divino Vero. ‘Beer-lahai-roi’, na língua original, significa ‘a fonte do vivo que me vê’, como acima (Gn. 16:13, 14), onde se lê:
“Hagar chamou o nome de JEHOVAH, Que lhe falava: Tu [és] o Deus que me vê. Porque disse: Não vi também aqui após o que me vê? Por isso, chamou a fonte Beer-lahai-roi (fonte do Vivo que me vê).”
(O que essas palavras significam, ver os n. 1952 ao 1958). Ali também se vê que a ‘fonte’ é o Divino Vero, o ‘Vivo que me vê’ é o Divino Bem Racional, que ali é chamado o Homem Interior do Senhor proveniente do Divino Vero. Com esse secretíssimo arcano assim se tem: No Divino mesmíssimo há o Bem e o Vero; o Senhor, quanto ao Divino Humano saiu do Divino Bem e nasceu do Divino Vero, ou, o que é o mesmo, o Ser mesmo do Senhor era o Divino Bem, e o Existir mesmo era o Divino Vero; daí proveio o Divino Bem Racional do Senhor, ao qual Ele conjungiu o Divino Vero proveniente do Humano.