Texto
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Livro de Gênesis
Vigésimo quinto capítulo
*3228. Trata-se, neste capítulo, dos filhos de Abrahão provenientes de Keturah; então também dos filhos de Ismael, que são nomeados; depois, de Isaque e Rebeca, que lhes nasceu Esaú e Jacó; e finalmente que Esaú vendera a primogenitura a Jacó por uma sopa de lentilhas. Qualquer um pode ver que essas narrações são tais que, na realidade, servem para a história eclesiástica daquele tempo, mas que pouco servem para a vida espiritual, para a qual todavia a Palavra existe. O que importa ao homem se sabe quem são os filhos de Abrahão provenientes de Keturah e quais são os de Ismael? Depois também, que lhe importa saber que Esaú, cansado da caça, tenha desejado uma sopa de lentilhas, e que então Jacó, por astúcia, haja adquirido para si, por meio dessa sopa, a primogenitura? Semelhantemente, no capítulo seguinte, que lhe importa que os pastores de Abimeleque tenham tido rixa com os pastores de Isaque acerca de poços que eles tinham cavado, uma contenda quase semelhante a que tinham tido antes com os pastores de Abrahão (cap. 21)? Além de que, o que lhe importam esses meros recenseamentos de nomes que se encontram em muitos lugares, como o dos pósteros de Esaú (cap. 36)? e assim nos restantes, nos quais, visto que são [relatos] históricos, há tão pouco de Divino, que não se pode de modo algum dizer que essa Palavra tenha sido, quanto a cada vocábulo e quanto a cada iota, divinamente inspirada, isto é, enviada pelo Senhor, por meio do céu, ao homem que as escreveu. Com efeito, porque foi enviada pelo Senhor, é Divina em todas e cada uma das coisas, assim, não quanto às coisas históricas, porque essas são realizações dos homens, exceto pelas coisas que estão contidas profundamente escondidas nos históricos, das quais todas e cada uma tratam do Senhor e de Seu Reino. Os históricos da Palavra, mais do que todos os outros históricos em todo globo das terras, tem isso de singular, que eles envolvem tais coisas.