Texto
. ‘Ao oriente, para a terra do oriente’; que signifique ao bem da fé, é o que se vê pela significação do ‘oriente’ e da ‘terra do oriente’, de que se tratará no que segue. O bem da fé, que é significado pela ‘terra do oriente’, não é outra coisa senão o que, na Palavra, se chama caridade para com o próximo; e a caridade para com o próximo não é outra coisa senão a vida segundo os preceitos do Senhor. Que isso seja significado pela ‘terra do oriente’, foi visto (n. 1250); é por isso que aqueles que estavam nas cognições do bem da fé foram denominados ‘filhos do oriente’; a terra dos filhos do oriente era Aram (ou seja, a Síria). Que Aram (ou a Síria) sejam as cognições do bem, foi visto (n. 1233, 1234), e que Aram Naharaim (ou a Síria dos rios) sejam as cognições do vero, n. 3051; e porque pelos ‘Sírios’, ou os ‘filhos do oriente’, são significados os que estão nas cognições do bem e do vero, eles foram mais do que os restantes ditos sábios, como no Livro dos Reis, onde se trata de Salomão:
“Multiplicada foi a sabedoria de Salomão além da sabedoria de todos os filhos do oriente” (5:10 [em JFA, 4:30];
e em Mateus:
“Sábios do oriente vieram a Jerusalém, dizendo: Onde está aquele Rei dos judeus que é nascido? Pois vimos Sua estrela no oriente, e viemos para que O adoremos” (2:1, 2);
com efeito, na Síria estavam os últimos remanescentes da Igreja Antiga, eis por que ali havia resíduos de cognições do bem e do vero; como também se pode ver por Balaão, que não só adorou a JEHOVAH, mas também profetizou a respeito do Senhor, e O chamou “Estrela saída de Jacó e Cetro oriundo de Israel” (Nm. 24:17). Que Balaão fora um dos filhos do oriente na Síria, é evidente, visto que ele mesmo disse a respeito de si quando pronunciou o seu enunciado:
“Balak, rei de Moabe, me fez vir da Síria, das montanhas do oriente” (Nm. 23:7).
Que Aram, ou a Síria, tinha sido o lugar onde habitavam os filhos do oriente, pode-se também ver a partir disso, que se diz de Jacó, quando ele se dirigia a Síria, que ‘ele foi à terra dos filhos do oriente’ (Gn. 29:1).