. ‘Filha de Bethuel, o arameu, de Paddan-Aram, irmã de Labão, o arameu, para si, por mulher’; que signifique a qualidade e o estado, é o que se vê pela representação de ‘Bethuel’ e de ‘Labão’, depois, pela significação de ‘Aram’ e de ‘Paddan-Aram’, que são as coisas que envolvem a origem do Divino Vero, representado por Rebeca, quanto à qualidade e ao estado. Quanto ao que é representado por cada um deles, a saber, por ‘Bethuel’ e ‘Labão’, e ao que é significado por ‘Aram’ (ou a ‘Síria’), foi explicado no capítulo precedente. Que essas coisas sejam ditas pela segunda vez, a causa é, porque nas coisas que se seguem se trata do Natural do Senhor. O Natural do Senhor não pôde se tornar Divino antes que ao Racional d’Ele tivesse sido adjunto o Vero, e este tivesse sido feito Divino, porquanto o influxo deve estar no Natural provindo do Divino Bem do Racional por meio do Divino Vero ali. Com efeito, toda a vida do homem natural, quanto a saber e fazer inteligentemente, provém daí. Com efeito, é o racional que põe todas as coisas em ordem no natural, e, segundo a ordenação, as coisas ali são intuídas convenientemente. O racional é, de fato, como uma visão superior, que, quando olha nos conhecimentos do homem natural, é como se olhasse em um campo abaixo de si. A luz dessa vista pertence ao vero, mas a origem da luz pertence ao bem no racional; mas se tratará dessas coisas nas explicações que seguem.