ac 3286

Emanuel Swedenborg
Obra: Arcanos Celestes – Gênesis Explicado

Texto

. ‘Por causa de sua mulher, porque ela [era] estéril’; que signifique que o Divino Natural ainda não existia, vê-se pela significação da ‘mulher’, que é o Divino Vero conjunto ao Bem do Racional (que o Vero seja representado por Rebeca, mostrou-se no capítulo precedente); e pela significação de ‘estéril’, que é que o Divino Natural ainda não existia. Com efeito, isso assim se entende: O Divino Natural passou a existir a partir do Divino Bem do Racional como de um pai e do Divino Vero aí como de uma mãe; quando o Divino Natural ainda não existe, então se diz que o Vero do Racional é estéril, aqui, a mulher é estéril.
[2] Com o homem assim acontece: quando ele é regenerado, então é insinuado pelo Senhor, em seu racional, o bem, isto é, querer bem ao próximo. A esse querer ou a esse bem é adjunto o vero proveniente do homem natural; feito isso, o natural ainda não foi regenerado, o que se pode saber por isso, que muitas vezes o homem interno ou racional combate contra o homem externo ou natural, e enquanto há combate, o natural não foi regenerado; e enquanto este não foi regenerado, o racional, quanto ao vero, é estéril; assim, no geral e, semelhantemente, em todo particular, no qual o racional está em dissensão com o natural, nesse particular o racional, quanto ao vero, é dito estéril.
[3] A obra da regeneração se volta maximamente nele para que o homem natural corresponda ao homem racional não só no geral, mas também no particular; e o homem natural é reconduzido à correspondência pelo Senhor, a saber, que o bem é insinuado no racional, e nesse bem os veros são implantados como em um húmus, e em seguida, pelos veros racionais, o natural é reconduzido à obediência; e quanto mais o natural obedece, tanto mais ele corresponde e outro tanto o homem é regenerado.

Versão impressa (opcional)

Para estudo mais confortável, você pode adquirir esta obra em formato impresso: ver orientações.