. ‘E Rebeca amava Jacó’; que signifique que o Divino Vero do Divino Racional amava a doutrina do vero, é o que se vê ela representação de ‘Rebeca’, que é o Divino Vero do Divino Racional (n. 3012, 3013, 3077), e em todo o capítulo precedente, em que se trata de Rebeca; pela representação de ‘Jacó’, que é a doutrina do vero do natural e, no sentido supremo, o Divino Natural do Senhor quanto ao vero (n. 3305). Que o Divino Bem do Racional ame o Bem que está no Natural, e o Divino Vero do Divino Racional ame o Vero que está no Natural, assim se tem: é o Bem e Vero que constitui o Racional, e é também o Bem e Vero que constitui o Natural; o Bem do Racional influi sem o Vero, assim, imediatamente no Bem do Natural; e influi também por meio do Vero, assim, mediatamente. Mas o Bem do Racional influi por meio do Vero do Racional no Vero do natural, assim, mediatamente, e ele influi também pelo Bem do Natural no Vero que nele está, assim, mediatamente também. Daí vem que a conjunção do Bem do Racional com o Bem do Natural é mais estreita do que com o Vero do Natural, conjunção que é significada por isso: que ‘Isaque amava Esaú’; e que a conjunção do Vero do Racional com o Vero do Natural é mais estreita do que com o Bem do Natural, conjunção que é significada por isso: que ‘Rebeca amava Jacó’. [2] Na realidade, são coisas que custosamente podem cair na compreensão, principalmente por este motivo, porque as mais gerais de todas essas coisas não são conhecidas no mundo, nem mesmo no mundo erudito; por exemplo, não se conhece que o racional é distinto do natural, e que o bem e vero seja o que constitui o racional e o que constitui o natural; e se conhece menos ainda que o racional influi no natural para que o homem possa pensar, e querer conforme pensa. Quando essas coisas, que são muitíssimo gerais são ignoradas, é muito difícil compreender o influxo de que se falou acima. É, entretanto, nessas coisas que os anjos têm a luz e percebem inumeráveis coisas, e isso com o deleite em que eles estão quando, ao mesmo tempo, lhes é dado pensar a respeito do Divino do Senhor quanto ao Humano. O homem que está no bem e em quem há o angélico enquanto ele está no corpo é também dotado pelo Senhor de alguma luz em tais coisas e em outras que são semelhantes; mas aquele que não está no bem sente tédio quando pensa em tais coisas, e o seu tédio fica maior quanto mais ele pensa a respeito dessas coisas aplicando suas ideias ao Divino que pertence ao Humano do Senhor. É preferível, pois, que os que são tais afastem delas a sua mente [animum], pois eles nada compreendem; e mais, eles rejeitam, dizendo em seu coração: “Que tenho eu com isso? disso não me virá honra nem proveito.”