. A partir disso se pode ver que as linguagens são interiores em ordem, mas são entretanto tais que uma existe pela outra em ordem, e que uma está na outra em ordem. A linguagem do homem é conhecida tal qual ela é, e também o pensamento do qual provém essa linguagem, e cujos analíticos são tais, que nunca podem ser examinados. A linguagem dos bons espíritos ou dos anjos do primeiro céu, e o pensamento de onde provém essa linguagem, são interiores e têm neles coisas ainda mais admiráveis e mais inexploráveis. A linguagem dos anjos do segundo céu e o pensamento de que, por sua vez, provém essa linguagem, são mais interiores, e encerram coisas ainda mais perfeitas e mais inefáveis. Mas a linguagem dos anjos do terceiro céu, o pensamento de que provém por sua vez essa linguagem são íntimas e encerram coisas absolutamente inefáveis. E ainda que todas essas linguagens sejam tais, que se mostrem como diferentes e diversificadas, entretanto a realidade é que elas são uma só, porque uma forma a outra e uma está na outra, mas o que se apresenta no exterior é o representativo do interior. É o que não pode crer o homem que não pensa além das coisas mundanas e corporais, e por isso imagina que os interiores consigo são nulos, quando todavia os interiores nele são tudo, e os exteriores, isto é, as coisas mundanos e corporais, nas quais ele põe tudo, são, relativamente, mal alguma coisa.