. Para que fique claro quais são os representativos [ou as coisas representativas], permite-se ainda apresentar um exemplo: Ouvi muitos anjos do céu interior, que juntos ou em consociação formavam um representativo: os espíritos que estavam ao redor de mim não puderam percebê-lo senão a partir de um certo influxo da afeição interior. Era um coro, em que esses vários anjos pensavam juntos a mesma coisa e falavam a mesma coisa; eles formavam, por meio de representações, uma coroa de ouro e de diamantes ao redor da cabeça do Senhor, o que se fazia ao mesmo tempo por séries rápidas de representações, tais como as do pensamento e da linguagem — de que acima se falou (n. 3342, 3343, 3344) — e o que causava admiração, embora fossem em grande número, todos pensavam e falavam todavia como um só, assim, representavam como um só, e isso porque nenhum deles queria fazer de si próprio, nem ainda menos estar à frente dos restantes e dirigir o coro; quem isso faz se dissocia imediatamente; mas se deixavam dirigir mutuamente uns pelos outros [mutuo], assim, todos no singular e no geral pelo Senhor. É em tais harmonias que são conduzidos todos os bons que chegam na outra vida. [2] Ouvi depois muitos coros que exibiam de um modo representativo diversas coisas e, apesar de serem coros em grande número, e que houvesse em cada coro muitos [anjos], eles entretanto agiam como um só, porquanto da forma das variedades resultava uma unidade em que estava a beleza celeste. Pode acontecer assim no céu inteiro, que consiste em miríades e miríades de anjos; estes fazem um, porque estão no amor mútuo, pois assim eles se deixam conduzir pelo Senhor, e o que é admirável, quanto mais eles são em grande número, isto é, quanto mais há miríades de anjos que constituem o céu, tanto mais todas e cada uma das coisas tornam-se distintas e perfeitas; e o tornam tanto mais quanto os anjos são de um céu mais interior, pois toda perfeição cresce para os internos.