. ‘Porque Abrahão escutou a Minha voz’; que signifique a união da Essência Divina do Senhor com a Sua Essência Humana por meio das tentações, é o que se vê pela representação de ‘Abrahão’, que ele é o Senhor também quanto ao Divino Humano (n. 2833, 2836, 3251); e pela significação de ‘escutar minha voz’, quando predicado do Senhor, que é unir a Essência Divina à Essência Humana por meio das tentações, pois é por causa das tentações que se predica a ‘obediência’ na Palavra ao tratar do Senhor. Essas coisas dizem respeito ao que se relatou a respeito de Abrahão no capítulo 22, a saber, quando Deus o tentou, disse-lhe que tomasse seu filho e o oferecesse em holocausto (vers. 1, 2), a qual voz, quando escutou, foi dito: “agora sei que tu temes a Deus, e não recusaste o teu filho, o teu único, a Mim. [...] Por Mim jurei, dito de JEHOVAH, porquanto fizeste essa palavra, e não defendeste o teu filho, o teu único; que abençoando abençoar-te-ei; e multiplicando multiplicarei a tua semente como as estrelas dos céus, ... (vers. 12, 16, 17); que por ‘não defender o teu filho único a Mim’, o que era escutar a voz, é significada a união do Humano com o Divino pelo último [grau] da tentação, foi visto (n. 2827, 2846). Que sejam essas as coisas que se entendem por ‘escutar a voz de JEHOVAH, ou do Pai’, é evidente também pelas palavras do Senhor em Gethsemane, em Mateus: “Pai Meu! Se possível for, passe de Mim este cálice; contudo, não como Eu quero, mas como [queres] Tu. ...Na segunda vez [disse,] :... Pai Meu! Se não pode este copo passar de Mim, exceto se bebê-lo, faça-se a tua vontade” (26:39, 42; Mc. 14:36; Lc. 22:42); mas como JEHOVAH, ou o Pai, estava n’Ele ou como Ele mesmo estava no Pai e o Pai n’Ele (João, 14:10, 11), por ‘escutar a voz de JEHOVAH’ se entende que o Senhor uniu o Divino ao Humano pelo próprio poder por meio das tentações, o que também se vê pelas palavras mesmas do Senhor em João: “Como o Pai Me conhece, e Eu conheço o Pai, e dou a Minha alma pelas ovelhas, ... por causa disso o Pai Me ama, pois Eu dou a Minha alma, para que de novo a tome; tenho poder para depô-la, e tenho de novo poder de tomá-la; este preceito tomei do Meu Pai” (10:15, 17, 18). Que o Senhor unira a Sua Essência Divina à Sua Essência Humana pelo próprio poder por meio das tentações, foi visto (n. 1663, 1668, 1690, 1691 f, 1725, 1729, 1733, 1737, 1787, 1789, 1812, 1820, 2776, 3318 f).