. ‘Segundo os nomes que o pai dele os chamou’; que signifique os significativos do vero, vê-se por isto, que os nomes que eram postos (nos tempos antigos) nas pessoas, nos lugares, nas coisas, eram todos significativos (ver n. 340, 1946, 2643); assim, os nomes que eram dados a fontes e a poços eram significativos das coisas que foram outrora entendidas pelas fontes e os poços; que essas coisas tenham pertencido ao vero, é o que se mostrou (n. 2702, 3096); e porque os nomes foram significativos, também por ‘nome’ e ‘chamar pelo nome’ é em geral significada a qualidade ou da coisa ou do estado, como foi dito logo acima (n. 3421); e porque é assim, pelos nomes, na Palavra, no sentido interno dela, não é significada alguma pessoa, ou alguma nação, ou algum reino, ou alguma cidade, mas, em toda a parte, uma coisa real. Qualquer um pode concluir que, aqui, pelos poços é significada alguma coisa de celeste, pois se assim não fosse, não seria digno, na Palavra Divina, lembrar de tantas particularidades acerca de poços, porque não seria de nenhum uso saber, por exemplo, que os filisteus taparam os poços que os servos de Abrahão tinham cavado; que Isaque tornou a cavá-los e lhes chamou pelos nomes conforme os primeiros nomes; e depois, que os servos de Isaque cavaram no vale um poço pelo qual os pastores contenderam, que eles cavaram de novo um outro poço pelo qual eles também contenderam; que mais tarde cavaram um outro pelo qual não houve contenda, e de novo um outro; e que, enfim, tinham-lhe sido dadas indicações sobre um novo poço (vers. 15, 18, 19, 20, 21, 22, 25, 32, 33); mas o celeste, que é significado por esses ‘poços’, é agora posto em evidência pelo sentido interno.