. ‘Eu [sou] o DEUS de Abrahão, teu pai. Não temas, porque Eu [estou] contigo’; que signifique que o Divino também estava ali, a saber, no sentido literal da Palavra, é o que se vê pela representação de ‘Abrahão’, que é o Divino do Senhor (n. 2833, 2836, 3251, 3305 no fim), daí ‘JEHOVAH, Deus de Abrahão’, significa o Divino do Senhor que Abrahão representa; e como se trata da Palavra, que também é o Senhor, porque toda a Palavra procede d’Ele, e o todo da Palavra trata d’Ele, por isso, por ‘Eu [sou] o Deus de Abrahão, não temas, porque Eu estou contigo’ é significado que o Divino também estava ali. Com o Divino na Palavra assim se tem: o Divino mesmo está no sentido supremo da Palavra, porque ali está o Senhor; o Divino está do mesmo modo no sentido interno, porque ali está o Reino do Senhor nos céus, daí esse sentido ser chamado sentido celeste e sentido espiritual; o Divino também está no sentido literal da Palavra, porque ali está o Reino do Senhor nas terras, por isso esse sentido é chamado sentido externo, bem como sentido natural, pois ali estão as aparências grosseiras mais afastadas do Divino; mas ainda assim ali todas e cada uma das coisas são Divinas. Tem-se esses três sentidos como se teve o Tabernáculo: o íntimo do Tabernáculo, ou o que estava por dentro do véu, onde ficava a Arca, em que estava o Testemunho, foi o santíssimo ou o santo dos santos; o interno, por sua vez, ou o que estava imediatamente fora do véu, onde ficava a mesa de ouro e o castiçal, era o santo; mas o externo, onde se achava o átrio, também era o santo, o povo a ele vinha ao se reunir e, por isso, ele foi chamado ‘Tenda da Convenção’.