Texto
. Que ‘foram amargura de espírito para Isaque e para Rebeca’ signifique que daí vem primeiro uma dor, é o que se vê pela significação da ‘amargura de espírito’, que é uma dor; e pela representação de ‘Isaque e Rebeca’, que é o Divino Racional do Senhor quanto ao Divino Bem e ao Divino Vero. Com efeito, no sentido supremo, trata-se do Senhor, mas, no sentido representativo, trata-se dos que são as semelhanças ou as imagens d’Ele, isto é, trata-se, no sentido supremo, do modo como o Senhor fez n’Ele Divino o Humano, e no sentido representativo, do modo como o Senhor regenera o homem ou o faz celeste e espiritual. Que a regeneração do homem seja a imagem da glorificação do Senhor, foi visto (n. 3043, 3138, 3212, 3296). Que tenha sido primeiramente uma dor, é porque os veros, quando são levados ao bem natural, produzem primeiro dor, porquanto eles pesam a consciência e introduzem ansiedades, porque há cobiças contra as quais o vero espiritual combate. Mas essa primeira dor diminui gradualmente e, por fim, desaparece. É como um corpo debilitado e enfermo que deve ser restaurado à saúde por meios dolorosos; quando está nesse estado, então ele tem primeiro dor.
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